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China comercializa o primeiro implante cerebral, à frente dos EUA

China aprova implante cerebral de uso comercial, mirando liderança global em interfaces cérebro-computador até 2030 e marcos técnicos para 2027

Interface cérebro-computador desenvolvida pela NeuroXess, de Xangai: o implante decodifica sinais neurais com auxílio de inteligência artificial e já foi testado em pacientes com paralisia e epilepsia
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  • A China aprovou o primeiro implante cerebral de uso comercial no mundo, marco para o desenvolvimento de interfaces cérebro–computador.
  • O objetivo do país é liderar globalmente no setor até o fim da década, com marcos técnicos definidos para 2027 e ao menos dois ou três grupos empresariais relevantes até 2030.
  • A NeuroXess, empresa de Xangai, diz que o implante decodifica sinais neurais com IA e já foi testado em pacientes com epilepsia e paralisia.
  • Em testes, o sistema conseguiu decodificar mandarim em tempo real a 300 caracteres por minuto e, em outro estudo, permitiu controlar dispositivos apenas com o pensamento.
  • A discussão envolve privacidade de dados cerebrais e uso de grandes volumes de dados; diretrizes éticas foram publicadas em 2024, e há cooperação internacional em IA para interfaces, como com laboratórios do MIT e de Stanford.

A China aprovou o primeiro implante cerebral de uso comercial do mundo, segundo a imprensa local. O objetivo é transformar o país em líder global em interfaces cérebro-computador até o final da década. A meta oficial envolve dois a três grupos empresariais relevantes até 2030, com marcos técnicos para 2027.

A tecnologia permite decodificar sinais neurais com apoio de IA. Em testes, o sistema ajudou pacientes com paralisia e epilepsia. A startup NeuroXess, de Xangai, desenvolveu um modelo que traduz mandarim em tempo real, chegando a 300 caracteres por minuto. O projeto envolve sensores no córtex e conexão a um módulo no tórax.

O ecossistema chinês já opera em estágio avançado, com ensaios clínicos concluídos e lançamentos programados. Segundo a Nature, há publicações em preparação e planos de produtos para os próximos meses. Enquanto isso, o setor nos EUA permanece ativo, com Neuralink entre os nomes mais citados.

O que mudou na prática tecnológica

Interfaces cérebro-computador existem há cerca de uma década, usadas em pacientes com deficiência. A inovação está na IA de linguagem integrada, que aumenta a precisão da leitura neural e a usabilidade. O resultado é capaz de gerar fala e controlar dispositivos com o pensamento.

A NeuroXess realizou um segundo ensaio com um paciente de 28 anos com lesão medular. Ele conseguiu acionar eletrodomésticos apenas com o pensamento, por meio de um aplicativo. O implante fica na cabeça, com sensores no córtex e fio até o módulo no tórax.

Dados, privacidade e competição global

Especialistas destacam que maior volume de dados facilita produtos melhores, mas levanta questões de privacidade. A China editou diretrizes éticas em 2024 exigindo consentimento documentado e aprovação ética. A discussão sobre dados neurais em larga escala segue aberta.

A cooperação sino-americana já ocorre em algumas frentes. A Maschine Robot, de Pequim, trabalha com IA para interfaces neurais em parceria com o MIT e Stanford. Um desafio é construir bases de dados neurais amplas para treinar modelos.

Projeção de mercado e próximos passos

A empresa chinesa prevê uma cadeira de rodas controlada por sinais cerebrais para pacientes com esclerose lateral amiotrófica, com lançamento em junho. O dispositivo usa leitura de sinais combinada com rastreamento ocular para guiar o movimento. Ensaios ocorreram com o suporte de um hospital universitário de Pequim.

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