- Marcello Brito afirma que o El Niño chegará com 100% de certeza e pode impactar safras sazonais e perenes no Brasil e no mundo.
- Santa Catarina declarou estado de alerta climático por 180 dias para reforçar ações de prevenção, especialmente contra chuvas e alagamentos.
- NOAA aponta probabilidade acima de 80% de ocorrência do El Niño já em julho, com maior intensidade prevista entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027.
- O fenômeno não se comporta de forma uniforme globalmente; os impactos podem variar entre regiões como Amazônia, Centro-Oeste e África.
- O setor agrícola brasileiro já enfrenta dificuldades antes dos efeitos do El Niño, como inadimplência, juros altos, aumento de custos, queda de preços e previsão de shortage de fertilizantes na próxima safra.
O El Niño chegará com 100% de certeza e deverá impactar a produção agrícola global. Marcello Brito, diretor da FDC Agroambiental, afirmou isso em entrevista ao WW nesta segunda-feira (18). Segundo ele, safras sazonais e culturas perenes no Brasil e no mundo serão afetadas pelo fenômeno.
Brito disse que a probabilidade de ocorrência tem crescido mês a mês. Em fevereiro, as possibilidades pareciam menores, e agora a previsão aponta o El Niño com intensidade crescente, possivelmente o Super El Niño. A previsão para o pico é entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027.
Na manhã desta terça-feira (19), Santa Catarina decretou estado de alerta climático por 180 dias para reforçar ações preventivas, principalmente em casos de chuvas e alagamentos. A medida visa reduzir impactos na agropecuária local.
O NOAA, órgão norte‑americano de meteorologia, aponta probabilidade acima de 80% de ocorrência já em julho. A projeção é de que o El Niño atinja maior intensidade entre o fim de 2026 e o começo de 2027.
Variação regional e impactos no Brasil
O especialista reforçou que o fenômeno não se comporta de forma uniforme. Regiões diferentes podem ser impactadas de maneiras distintas, com secas em algumas áreas e chuvas intensas em outras. Há previsões específicas para a Amazônia e para o Centro-Oeste, que devem sofrer variações significativas.
Brito destacou que o setor agrícola brasileiro já enfrenta dificuldades antes dos efeitos diretos do El Niño. Juros elevados, custos acima da inflação, inadimplência e queda de preços ampliam o desafio. A guerra no Oriente Médio também eleva o preço dos fertilizantes e aumenta a perspectiva de escassez para a próxima safra.
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