- O governo da Tasmânia pediu desculpas por um escândalo de décadas envolvendo partes do corpo retiradas de autópsias, mantidas sem o consentimento das famílias.
- Entre 1966 e 1991, cerca de 177 espécimes humanos teriam sido disponibilizados a um museu da universidade sem aprovação dos familiares ou dos peritos responsáveis.
- Alguns tecidos foram expostos no RA Rodda Museum, gerando sofrimento prolongado para as famílias.
- A apuração, iniciada após a coroa indicar que o patologista Royal Cummings fornecia grande parte dos espécimes, aponta que outros profissionais também participaram do esquema.
- A Universidade da Tasmânia afirmou que, embora as práticas tenham terminado há 35 anos, o impacto persiste, e os 177 espécimes foram retirados de exibição em 2018.
O governo da Tasmânia pediu desculpas por um escândalo ocorrido há décadas, envolvendo partes do corpo retiradas de autópsias, mantidas clandestinamente e, em alguns casos, exibidas sem o consentimento das famílias. A revelação veio de uma investigação que aponta 177 amostras coletadas entre 1966 e 1991.
As peças foram entregues ao RA Rodda Museum, em Hobart, sem autorização de familiares ou dos peritos responsáveis pelos corpos. A apuração, iniciada após suspeitas em 2016, resultou em um relatório do coroner em setembro do ano passado.
Desdobramentos e respostas oficiais
Na Assembleia, a ministra da Saúde, Bridget Archer, pediu desculpas pelo sofrimento das famílias, destacando que as práticas ocorreram há mais de 35 anos, mas ainda causam dor. A universidade também se disse consciente da gravidade do caso.
Profissional da Universidade de Tasmanian, Graeme Zosky, afirmou que, embora a entrega de desculpas não apague o dano, a instituição reconhece a gravidade do episódio e manteve contatos com muitos familiares afetados.
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