- Surto de ebola, causado pelo vírus Bundibugyo, foi identificado em Mongbwalu, Ituri, RDC, com mortes entre profissionais de saúde.
- Em Kinshasa, 13 amostras de sangue no distrito de Rwampara testaram positivo para Bundibugyo em 8 casos.
- A RDC declarou oficialmente o 17º surto; Uganda também confirmou um surto com um caso importado em Kampala.
- A Organização Mundial da Saúde classificou a situação como emergência de interesse internacional, destacando vigilância, assistência clínica, testes laboratoriais, controle de infecção e engajamento comunitário.
- Tratamento e prevenção incluem anticorpos monoclonais aprovados (Ansuvimab e Inmazeb), vacinas (Ervebo e Zabdeno/Mvabea) e monitoramento de contatos por até 21 dias.
O surto de ebola na África ganhou confirmação oficial na República Democrática do Congo (RDC) e também em Uganda. As autoridades anunciaram o 17º surto no país e identificaram o vírus Bundibugyo, associado a casos em RDC e no vizinho Uganda. A origem ainda é objeto de investigação, mas o caso na capital ugandesa, Kampala, levou à confirmação de transmissão importada.
Em Mongbwalu, no distrito de Ituri, o surto inicial foi registrado no início do mês, com mortes entre pacientes e alguns profissionais de saúde. Cerca de 10 dias depois, o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa confirmou Bundibugyo em oito de 13 amostras coletadas no distrito de Rwampara.
Na sequência, o Ministério da Saúde Pública da RDC declarou oficialmente o 17º surto nacional. Paralelamente, o Ministério ugandense confirmou um caso importado e o registro de infecção ligada ao vírus Bundibugyo. A OMS classificou a situação como emergê ncia internacional de saúde pública de importância.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, avaliou a situação com autoridades dos dois países e confirmou a emergência de importância internacional. A decisão reforça a necessidade de coordenação entre as autoridades de saúde para conter a transmissão.
A OMS enfatiza o engajamento comunitário como componente essencial do controle. As ações incluem atendimento clínico, vigilância, rastreamento de contatos, serviços laboratoriais, prevenção de infecções em unidades de saúde, manejo seguro de sepultamentos e comunicação contínua com a população.
A doença é grave e pode ser fatal. O ebola é transmitido por fluidos corporais de pessoas infectadas e por superfícies contaminadas, com incubação entre dois e 21 dias. A OMS destaca que a transmissão ocorre após o surgimento de sintomas.
Tratamentos disponíveis são limitados e variam conforme a cepa. Dois anticorpos monoclonais já aparecem como opções para DEV, e vaccines aprovadas para prevenção em surtos específicos incluem Ervebo, Zabdeno e Mvabea. A OMS recomenda medidas de prevenção individual e comunitária.
Profissionais de saúde e cuidadores estão entre os grupos de maior risco. A fiscalização de contatos e o monitoramento por 21 dias após a exposição são medidas comuns para conter a disseminação.
A OMS também orienta que pessoas com contato próximo com casos de ebola evitem viagens não essenciais, e que, se necessário, tais deslocamentos sejam realizados sob supervisão de autoridades de saúde. O cuidado em casa não é recomendado pela organização.
Em casos de morte por suspeita de ebola, as autoridades orientam evitar manipulação do corpo e realizar enterro seguro, conforme protocolos locais. A resposta a surtos envolve equipes de campo, suprimentos médicos e centros de tratamento seguros para reduzir o impacto da doença.
Entre na conversa da comunidade