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Linha do tempo do Ebola e causas dos surtos na África

OMS declara emergência de saúde pública de importância internacional por surto de ebola Bundibugyo na República Democrática do Congo e Uganda

A health worker takes the temperature of an M23 rebel at the entrance to the Rodolphe Merieux Laboratory, National Biomedical Research Institute (INRB), where samples from suspected Ebola cases are examined, as part of the response to the epidemic in Goma, North Kivu province of the Democratic Republic of Congo, May 19, 2026. REUTERS/Arlette Bashizi
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  • Surto de ebola, causado pelo vírus Bundibugyo, foi identificado em Mongbwalu, Ituri, RDC, com mortes entre profissionais de saúde.
  • Em Kinshasa, 13 amostras de sangue no distrito de Rwampara testaram positivo para Bundibugyo em 8 casos.
  • A RDC declarou oficialmente o 17º surto; Uganda também confirmou um surto com um caso importado em Kampala.
  • A Organização Mundial da Saúde classificou a situação como emergência de interesse internacional, destacando vigilância, assistência clínica, testes laboratoriais, controle de infecção e engajamento comunitário.
  • Tratamento e prevenção incluem anticorpos monoclonais aprovados (Ansuvimab e Inmazeb), vacinas (Ervebo e Zabdeno/Mvabea) e monitoramento de contatos por até 21 dias.

O surto de ebola na África ganhou confirmação oficial na República Democrática do Congo (RDC) e também em Uganda. As autoridades anunciaram o 17º surto no país e identificaram o vírus Bundibugyo, associado a casos em RDC e no vizinho Uganda. A origem ainda é objeto de investigação, mas o caso na capital ugandesa, Kampala, levou à confirmação de transmissão importada.

Em Mongbwalu, no distrito de Ituri, o surto inicial foi registrado no início do mês, com mortes entre pacientes e alguns profissionais de saúde. Cerca de 10 dias depois, o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa confirmou Bundibugyo em oito de 13 amostras coletadas no distrito de Rwampara.

Na sequência, o Ministério da Saúde Pública da RDC declarou oficialmente o 17º surto nacional. Paralelamente, o Ministério ugandense confirmou um caso importado e o registro de infecção ligada ao vírus Bundibugyo. A OMS classificou a situação como emergê ncia internacional de saúde pública de importância.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, avaliou a situação com autoridades dos dois países e confirmou a emergência de importância internacional. A decisão reforça a necessidade de coordenação entre as autoridades de saúde para conter a transmissão.

A OMS enfatiza o engajamento comunitário como componente essencial do controle. As ações incluem atendimento clínico, vigilância, rastreamento de contatos, serviços laboratoriais, prevenção de infecções em unidades de saúde, manejo seguro de sepultamentos e comunicação contínua com a população.

A doença é grave e pode ser fatal. O ebola é transmitido por fluidos corporais de pessoas infectadas e por superfícies contaminadas, com incubação entre dois e 21 dias. A OMS destaca que a transmissão ocorre após o surgimento de sintomas.

Tratamentos disponíveis são limitados e variam conforme a cepa. Dois anticorpos monoclonais já aparecem como opções para DEV, e vaccines aprovadas para prevenção em surtos específicos incluem Ervebo, Zabdeno e Mvabea. A OMS recomenda medidas de prevenção individual e comunitária.

Profissionais de saúde e cuidadores estão entre os grupos de maior risco. A fiscalização de contatos e o monitoramento por 21 dias após a exposição são medidas comuns para conter a disseminação.

A OMS também orienta que pessoas com contato próximo com casos de ebola evitem viagens não essenciais, e que, se necessário, tais deslocamentos sejam realizados sob supervisão de autoridades de saúde. O cuidado em casa não é recomendado pela organização.

Em casos de morte por suspeita de ebola, as autoridades orientam evitar manipulação do corpo e realizar enterro seguro, conforme protocolos locais. A resposta a surtos envolve equipes de campo, suprimentos médicos e centros de tratamento seguros para reduzir o impacto da doença.

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