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Whey como solução ambiental reduz emissões de CO2

Transformação do soro em whey powder reduz emissões na cadeia láctea; 85% ocorrem no campo, orientando novas estratégias de descarbonização

Cerca de 85% das emissões totais da produção de soro de leite em pó ocorrem no campo
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  • Estudo conjunto da Embrapa Gado de Leite, Sooro Renner Nutrição e UTFPR mostra que 85% das emissões de gases de efeito estufa da produção de soro de leite ocorrem na etapa de campo.
  • A transformação do soro em whey powder resolveu o problema ambiental, convertendo resíduo de alto impacto em insumo valorizado para indústria alimentícia e suplementos.
  • A avaliação levou em conta toda a cadeia produtiva, via Análise do Ciclo de Vida (ACV), do campo até a saída da fábrica, o que permite identificar gargalos de emissão.
  • O estudo usou dados de 2023, com mapeamento de produção dos fornecedores e do processamento industrial dos laticínios parceiros da empresa.
  • Os resultados (dados abertos na SICV Brasil) ajudam a orientar planos de ação para reduzir GEE em cada etapa e atender compromissos internacionais, como o Compromisso Global de Metano.

O soro de leite, subproduto da indústria de queijos, ganhou novo papel ao virar whey powder. Estudo inédito no Brasil mapeou as emissões de gases de efeito estufa ao longo de toda a cadeia produtiva e mostrou que 85% delas ocorrem na fase de produção no campo. O resultado pode orientar novas estratégias de descarbonização no setor.

A pesquisa, conduzida pela Embrapa Gado de Leite em parceria com Sooro Renner Nutrição e UTFPR, teve exclusividade do CNN Agro. Utilizou a avaliação do ciclo de vida, a ACV, para acompanhar o impacto ambiental desde o campo até o produto final. O método identifica onde agir para reduzir emissões.

Ao transformar o soro em whey powder, o setor substitui um resíduo de alto impacto ambiental por um insumo com valor econômico. O descarte inadequado do soro pode poluir rios e ecossistemas, já que o material é rico em carga orgânica, lactose e proteínas.

A metodologia integrou pela primeira vez a cadeia brasileira do soro de leite, avaliando produção primária, transporte e processamento industrial. Resultado: mudanças na fase inicial geram maior redução de emissões do que ajustes apenas na embalagem ou no consumo de energia.

Segundo Thierry Tomich, pesquisador da Embrapa, o diagnóstico aponta gargalos específicos de emissão. Ao incluir fluxos de transporte e transformações industriais, o estudo oferece visão fiel do desempenho ambiental do setor.

A pesquisa ocorreu em duas etapas. A primeira mapeou as fazendas fornecedoras com representatividade geográfica. A segunda avaliou o processamento industrial com dados de 2023 sobre consumo de energia, água, insumos e emissões.

Vanessa Romário de Paula, analista da Embrapa, destaca o alcance do trabalho para transparência ambiental. A iniciativa também disponibiliza os dados na SICV Brasil, para uso livre por pesquisadores e órgãos públicos.

Thiago Oliveira Rodrigues, do IBICT, ressalta que os dados facilitam decisões de ACV para indústrias, governos e pesquisadores. O projeto está alinhado ao Compromisso Global de Metano e aos ODS da ONU, buscando reduzir emissões até 2030.

A parceria entre Embrapa, Sooro e UTFPR prevê um plano de ação com medidas para cada etapa da cadeia láctea. O objetivo é melhorar a conformidade com mercados externos e atender a consumidores cada vez mais atentos à origem dos produtos.

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