Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Adolescentes ouvem mais os amigos que os pais, diz a ciência

Estudo de Stanford mostra que, a partir dos treze anos, cérebro prioriza vozes de pares em relação à dos pais, explicando o afastamento durante a adolescência

O cérebro dos adolescentes está "programado" para se interessar por pessoas fora da família — Foto: Magnific
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo da Universidade de Stanford examinou imagens cerebrais de crianças e adolescentes ao ouvirem a voz da mãe e de um desconhecido.
  • Até os 12 anos, áreas de recompensa respondem mais à voz da mãe; a partir dos 13, adolescentes demonstram maior ativação diante de vozes desconhecidas.
  • O córtex pré-frontal ventromedial, ligado a definir informações sociais relevantes, também mostra mudança, indicando amadurecimento e foco em pares sociais.
  • Pesquisadores afirmam que essa mudança é natural e ajuda na independência e na formação de identidade, não significando rejeição aos pais.
  • Dicas para estreitar o vínculo: escuta ativa, evitar interrupções, momentos sem celular, respeitar autonomia e manter comunicação empática.

Durante a adolescência, mudanças cerebrais elevam o interesse por vozes fora da família. Estudos indicam que os jovens passam a valorizar mais as opiniões dos pares do que as dos pais. O resultado é uma maior sensibilidade social nessa fase.

Pesquisadores da Universidade de Stanford analisaram imagens cerebrais de crianças e adolescentes ao ouvir a voz da mãe e de um desconhecido dizendo palavras sem sentido. O padrão mudou aos 13 anos.

Entre os mais novos, a recompensa cerebral se acentua ao ouvir desconhecidos, enquanto a resposta à voz materna diminui. O córtex pré-frontal ventromedial também aponta para a priorização de informações sociais.

Segundo os autores, a mudança sinaliza amadurecimento cerebral e habilidades sociais em desenvolvimento. A voz dos amigos ganha relevância, acompanhando o processo de independência.

O estudo é citado pelo neurocientista Vinod Menon, que aponta que o ritmo natural dessa fase envolve priorizar vozes externas à família. Daniel Abrams também destaca esse ajuste como parte do desenvolvimento.

Para o psicólogo André Machado, essa virada é adaptativa e normal. O cérebro se reprograma para focar em estímulos sociais fora de casa, preparando o caminho para laços com pares e autonomia.

Machado explica que pais não devem interpretar como rejeição. O ajuste é biológico e facilita a formação de identidade e o convívio com colegas, etapa essencial do desenvolvimento humano.

Segundo o pesquisador, entender esse funcionamento reduz frustração e ajuda a manter vínculos de forma mais tranquila. A leitura do estudo oferece embasamento para lidar com a adolescência.

Essa compreensão pode orientar pais a adaptar a comunicação e manter uma relação saudável. O objetivo é transformar a adolescência em uma fase de reorientação social, não de conflito permanente.

Como estreitar o vínculo entre pais e adolescentes?

  • Pratique escuta ativa, sem julgar de imediato, curiosa sobre dia, amigos e interesses.
  • Evite interromper com soluções rápidas ou críticas.
  • Promova momentos de conexão sem pressão, como jantares e atividades sem celular.
  • Respeite a autonomia e a privacidade, mantendo a confiança como base.
  • Use comunicação empática, com frases como eu entendo como você se sente.

O que pode afastar os adolescentes ainda mais?

  • Não leve o comportamento como rejeição pessoal; evite raiva ou culpa.
  • Não critique constantemente amigos, estilo ou hobbies.
  • Não invada a privacidade de forma excessiva.
  • Não seja controlador ou autoritário.
  • Não desqualifique os sentimentos do filho.
  • Não compare o filho com irmãos ou outros adolescentes.
  • Não force conversas longas no momento inadequado.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais