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Como resfriar um data center e sua importância na era da IA

Liquid cooling passa a ser obrigatório em data centers de IA, elevando eficiência e reduzindo o consumo de água em sistemas de alta densidade

Máquinas de resfriamento da Motivair — Foto: Divulgação
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  • A explosão da IA elevou a demanda por resfriamento de data centers, tornando o liquid cooling uma necessidade operacional e não mais opção.
  • Chips de IA de alta potência geram mais calor, pressionando energia, eficiência e consumo de água; a técnica passa a ser central para desempenho.
  • O CEOs da Motivair afirma que o liquid cooling é obrigatório, especialmente quando processadores chegam a 700 watts de potência.
  • A mudança é estrutural: agora é preciso entender como a energia é usada pelo conjunto do sistema e buscar mais tokens por watt, ampliando o retorno financeiro da infraestrutura.
  • A Schneider Electric esclarece que usar líquido para transferir calor não implica consumo contínuo de água; em modelos de data center de 100 megawatts, o liquid cooling reduziria o uso de água de cerca de 400 mil para cerca de 197 mil metros cúbicos por ano.

A corrida global pela inteligência artificial está impulsionando mudanças na infraestrutura de data centers. Com o aumento da potência dos chips de IA, especialmente GPUs, cresce o calor gerado pelos servidores. O resfriamento deixou de ser opcional e passou a ser visto como necessidade operacional.

Especialistas ouvidos pela indústria destacam que o avanço da IA eleva a densidade computacional e o consumo de água e energia. O objetivo agora não é apenas reduzir o gasto energético, mas ampliar o retorno financeiro da infraestrutura, gerando mais tokens por watt.

A Schneider Electric, por meio da Motivair, enfatiza que o resfriamento líquido ganhou status estrutural. Segundo o executivo, o ponto decisivo ocorreu quando processadores atingiram potências acima de 700 watts, tornando o resfriamento a ar inviável para IA de alto desempenho.

Resfriamento líquido e água: como funciona na prática

Tuan Hoang, cabeça de Cooling Technology da Schneider Electric, explica que o líquido circula em circuito fechado para transportar calor dos chips até o sistema de dissipação. O consumo de água depende da arquitetura e da localização.

A comparação com sistemas automotivos ajuda a entender: o líquido não precisa de suprimento contínuo de água. O circuito interno não consome água, apenas transporta o calor até o dissipador.

Dados de projeção e impactos

Projeções apresentadas pela empresa com cenários de data centers de 100 megawatts em Dallas indicam grandes diferenças entre as arquiteturas. Um modelo com resfriamento a ar e torres evaporativas pode ultrapassar 400 mil metros cúbicos de água por ano. Com liquid cooling, o consumo cairia para cerca de 197 mil metros cúbicos anuais.

A mudança é apresentada como transformação de modelo de operação. A cada evolução tecnológica, a eficiência passa a medir retorno financeiro, não apenas economia de energia.

*O jornalista viajou a convite da Schneider Electric*

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