- Koh Libong, ilha da Tailândia, registra queda das pradarias de seagrass e declínio de dugongos, em meio a degradação de ecossistemas costeiros na região da Andaman.
- A comunidade criou a rede Dugong Guardians, que desde 2011 envolve moradores, cientistas e órgãos públicos no monitoramento de dugongos e habitats marinhos.
- Em 2023, havia cerca de 194 dugongos na região, representando cerca de oitenta por cento da população da costa da Andaman; nos anos seguintes houve queda acentuada.
- Marium, filhote resgatado próximo a Koh Libong, morreu 114 dias após o resgate, possivelmente por infecção ligada à ingestão de plástico, fato que aumentou a conscientização sobre poluição plástica.
- O governo implementa, desde 2025, uma estratégia integrada para a Andaman, com proteção de áreas remanescentes de seagrass, transplante de gramíneas marinhas, monitoramento com drones e fortalecimento de resgate de mamíferos marinhos.
Koh Libong, na Tailândia, enfrenta queda drástica dos prados de forragem marinha e desaparecimento de dugongues. A população local criou a rede Dugong Guardians para proteger os mamíferos e restaurar habitats costeiros, em meio a um declínio observado entre 2020 e 2024. A história de Marium, uma dugonga resgatada em 2019, inspirou a mobilização comunitária.
Tipusa Sangsawang, coordenadora da rede, dedicou-se à reabilitação de Marium. A jovem dugonga faleceu 114 dias após o resgate, possivelmente devido a uma infecção ligada à ingestão de plástico. A perda impulsionou ações de conservação na ilha e fortalecimentos de laços entre moradores, cientistas e autoridades.
O que aconteceu, onde e por quê
As áreas de seagrass ao redor de Koh Libong já foram as maiores da Tailândia, abrigando espécies associadas e fornecendo serviços ecossistêmicos como filtragem de poluentes e armazenamento de carbono. Entre 2020 e 2024, a cobertura de seagrass reduziu até 50% na região de Andaman, afetando Dugongues e comunidades pesqueiras.
Conforme as plantas marinhas murcharam, dugongues passaram a enfrentar escassez de alimento, aumentos de mortalidade por desnutrição e colisões com barcos. Em 2022 havia aproximadamente 273 dugongues na Thai coast; em 2023-2024, números de óbitos anuais triplicaram, segundo dados oficiais.
Ações da comunidade e mecanismos de apoio
A Dugong Guardians, criada em 2011, reúne oito vilas de Koh Libong para monitorar baleias-do-mar, habitats costeiros e populações locais. Iniciativas de monitoramento com drones, transectos e parcerias com universidades ajudam a construir dados para orientar políticas públicas.
Ações de proteção incluem cercas protetoras ao redor de áreas remanescentes de seagrass, implementação de técnicas de restauração com transplante de espécies como Halophila ovalis e projetos apoiados pela IUCN. Resultados são mistos, mas fornecem insumos para planos governamentais.
Impactos na comunidade e perspectivas
A economia local, fortemente dependente de pesca, turismo e atividades litorâneas, sofre com a degradação ecológica. Pesca mais cara, necessidade de ocupar maior área oceânica e quedas no fluxo de visitantes afetam famílias da região.
A iniciativa também atua como ponte entre gerações, ensinando ecologia marinha, resgate de dugongues e uso de tecnologias para monitoramento. Jovens participam de oficinas que fortalecem o conhecimento sobre conservação e biodiversidade.
Rumo a soluções e sinais de esperança
O governo lançou, em 2025, uma estratégia integrada para o Andaman, priorizando mapeamento de perda de seagrass, proteção a dugongues, salvaguarda de rescates e estudo de restauração. Autores locais ressaltam que mudanças administrativas devem ocorrer com mais agilidade.
Testes de cages protetoras, apoio da IUCN e cooperação com a Prince of Songkhla University indicam avanços limitados, mas úteis para orientar políticas públicas. Observações de mães e filhotes em 2026 mostram sinais de retorno de dugongues às águas de Koh Libong.
O que vem pela frente
Observadores estimam que a população local de dugongues, após esforços combinados, alcance números mais estáveis. A continuidade de ações comunitárias, aliadas a monitoramento científico, é vista como crucial para preservar os recursos da ilha e manter viva a cultura de proteção aos mamíferos marinhos.
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