- Revisão de dados do Telescópio Espacial Hubble, com mais de vinte anos de observaçōes, não confirma sinais consistentes de plumas de água em Europa.
- Conclusão aponta exosfera extremamente rarefeita de hidrogênio e ausência de evidências robustas de jatos localizados de água.
- Os resultados são sensíveis a ajustes finos de alinhamento das imagens e à necessidade de modelos mais completos para interpretar emissões ultravioletas.
- Quando o modelo inclui o comportamento do hidrogênio, parte das anomalias pode ser explicada por fenômenos atmosféricos, fazendo os indícios de plumas quase desaparecerem.
- Mesmo sem confirmação de plumas, Europa continua entre os alvos mais promissores do Sistema Solar, e a missão Europa Clipper deverá investigar possível conexão entre oceano subterrâneo e superfície.
A lua Europa, que orbita Júpiter, continua entre os principais objetos de estudo sobre ambientes potencialmente habitáveis fora da Terra. Uma revisão de dados do Hubble reevaluate sinais observados na sua atmosfera, reconfigurando a hipótese de plumas de água.
O estudo, publicado na Astronomy & Astrophysics, analisou observações de mais de 20 anos. Concluiu que sinais antes ligados a emissões de vapor de água não se sustentam como confirmação firme. A revisão ressalta ainda uma exosfera de hidrogênio extremamente rarefeita e a ausência de jatos de água bem definidos.
Além disso, aponta que os resultados dependem de ajustes finos no posicionamento das imagens e de modelos mais completos para interpretar dados ultravioleta. Em resumo, as evidências de plumas de água tornam-se menos robustas com a nova abordagem.
Nova leitura de dados do Hubble
A investigação concentrou-se em emissões ultravioletas Lyman-alfa, geradas pela interação do hidrogênio com a radiação solar. Esse tipo de sinal é crucial para estudar atmosferas finas em corpos gelados do Sistema Solar. As evidências indicam uma camada de hidrogênio ao redor de Europa, muito tênue e em constante alimentação.
Parâmetros estimados incluem temperaturas da exosfera próximas a 1000 K e uma distribuição moderada de hidrogênio ao redor da lua. Emissões contínuas de partículas leves também foram observadas. No entanto, não houve padrão estável de emissão localizada de água nas regiões suspeitas.
A reanálise destaca que pequenas diferenças de alinhamento entre imagens do Hubble foram suficientes para modificar a leitura dos sinais detectados. O comportamento do hidrogênio incluído na modelagem sugere que algumas anomalias surgiram de fenômenos atmosféricos comuns.
Quando o modelo completo é aplicado, o indício de plumas praticamente some. Em contrapartida, ao reproduzir condições antigas, os sinais reaparecem, evidenciando o peso da metodologia na interpretação.
Europa continua entre os alvos mais promissores do Sistema Solar. A hipótese de um oceano subterrâneo ativo permanece amplamente considerada pelos cientistas, mantendo o interesse da comunidade. A missão Europa Clipper, da NASA, deve aprofundar as investigações.
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