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Baleado ao defender o mar, Norlan Pagal segue observando da costa

Do litoral de Cebu, Norlan Pagal manteve vigilância da costa de cadeira de rodas após ser atingido por tiro, inspirando proteção marinha e reconhecimentos internacionais

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  • Norlan Pagal dedicou mais de uma década a defender as águas da Tañon Strait contra a pesca ilegal, atuando pela comunidade de Anapog, no norte de Cebu.
  • Ingressou no bantay dagat em dois mil dois e, em dois mil cinco, tornou-se presidente da Anapog Fishermen Association, passando a vigiar a área protegida e a colaborar com a fiscalização.
  • O trabalho era arriscado: houve ataques com dinamite em dois mil dez, e, em dois mil treze, ele foi ferido durante a defesa de um santuário marinho.
  • Em dois mil quinze, após falar sobre proteção pesqueira, foi vítima de uma emboscada que o deixou paraplégico da cintura para baixo, mantendo-se, porém, atento ao mar a partir da linha de praia.
  • Mesmo na cadeira de rodas, Pagal continuou a vigiar o oceano com binóculos, ganhou reconhecimentos como Ocean Hero, e tornou-se incentivo para outros pescadores protegerem os recursos da região.

Norlan Pagal dedicou mais de uma década à defesa das águas do Estreito de Taño, em Cebu, nas Filipinas. Ele integrou a bantay dagat e, mesmo em cadeira de rodas, monitorou a região com binóculos e denunciou violações.

A região de Anapog, em San Remigio, ficou conhecida pela atuação de Pagal. O Estreito de Taño é uma área protegida onde pescadores artesanais dependem do dinheiro, da comida e do sustento familiar.

Em 2002, diante do declínio de pescas, Pagal ingressou na patrulha costeira voluntária. Três anos depois tornou-se presidente da Anapog Fishermen Association, ajudando a vigiar a Área Marinha Protegida de Anapog e o vasto corredor de Taño.

O trabalho era arriscado: barcos pequenos, confrontos com pescadores que usavam equipamento proibido, denúncias e limpezas de manguezais. Objetivo: defender regras que já eram conhecidas, porém pouco cumpridas.

Em 2010, dinamite foi lançada contra a sua embarcação de patrulha. Pagal sobreviveu ao ataque. Em 2013, após o Haiyan, capturou pescadores ilegais perto de um santuário marinho e recebeu uma ferida que exigiu 14 pontos.

Atingido por tiros em 24 de outubro de 2015, Pagal ficou paralisado da cintura para baixo. Mesmo assim, manteve o monitoramento: com binóculos e rádio, ele orientava a patrulha municipal a partir da linha de costa.

A coragem rendeu reconhecimento internacional. Em 2016, a Oceana o incluiu entre seus primeiros Ocean Heroes e, em 2018, foi reconhecido como Local Hero pelos Ocean Awards, único filipino entre os agraciados.

Hoje Pagal busca apoiar a continuidade do trabalho comunitário. A esposa Elma relembra o sustento da família diante das ameaças, mas destaca a transformação: menos pescadores ilegais, barcos mais cheios e novos voluntários no duty.

O objetivo permanece: assegurar que Taño Strait tenha peixes, mariscos e algas suficientes para as próximas gerações. Pagal afirma que a luta continua, com ou sem a mobilidade, pelo bem do litoral.

Créditos: Rhett Butler.

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