- A fabricante japonesa Ohta Seiki, de Hokkaido, viu crescer a procura pelo robô “Monster Wolf” em maio de 2026, após recorde de ataques fatais de ursos no Japão entre 2025 e 2026.
- Ao menos treze pessoas morreram nesse período, e mais de cinquenta mil avistamentos de ursos foram registrados no país.
- O lobo robô foi criado em 2016 para proteger plantações e ganhou popularidade pela aparência intimidadora, com olhos vermelhos de LED e som de rosnados, uivos e ruídos eletrônicos.
- O equipamento custa cerca de US$ quatro mil (aproximadamente R$ vinte mil) e funciona com painéis solares, baterias e sensores de presença; produção não acompanha a demanda, com filas de até três meses.
- Autoridades atribuem o aumento de proximidade de ursos a mudanças ambientais e redução de áreas naturais; a empresa planeja versões mais avançadas, incluindo patrulha automática e integração de inteligência artificial e câmeras.
A fabricante japonesa Ohta Seiki, com base em Hokkaido, viu a demanda pelo robô “Monster Wolf” disparar em maio de 2026, após o Japão registrar ataques fatais de ursos em um patamar histórico entre 2025 e 2026. Ao menos 13 pessoas morreram, e mais de 50 mil avistamentos de ursos foram contabilizados em todo o país, segundo autoridades locais.
O robô, criado originalmente em 2016 para proteger plantações de javalis e cervídeos, ganhou notoriedade pela aparência intimidadora. Equipado com olhos vermelhos de LED, emite 50 sons distintos e reage a movimentos com a cabeça, movida por sensores de presença.
Desdobramentos
O Monster Wolf custa cerca de US$ 4 mil, funciona com painéis solares, baterias e sensores, e é montado manualmente. A produção não acompanha a demanda, levando clientes a filas de até três meses.
Autoridades apontam que mudanças ambientais e a redução de áreas naturais podem aproximar ursos de zonas urbanas, como residências, escolas e estabelecimentos comerciais. A empresa já trabalha em versões avançadas, com patrulhamento automático e modelos portáteis para montanhistas.
Perspectivas
A Ohta Seiki avalia integrar inteligência artificial e câmeras aos futuros modelos para ampliar monitoramento e resposta. Caso haja avanço, novos recursos devem ampliar a aplicação do equipamento em áreas de mata e turismo, mantendo o foco em segurança pública.
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