- A retração da pele após lipoaspiração depende de estímulos ao colágeno; tecnologias atuais buscam maior segurança e controle térmico em tempo real.
- O Brasil lidera operações estéticas, com mais de 2,3 milhões de procedimentos anuais; juntos, não invasivos elevam o total para acima de 3,1 milhões em 2024, e a lipoaspiração cresceu 36,8% nos quatro anos anteriores à ISAPS 2024.
- A evolução passou de métodos rápidos e de alto risco térmico para soluções integradas que monitoram a temperatura durante o procedimento.
- O uso de plasma (Renuvion) traz contração rápida, porém apresenta risco de disseminação do gás; argoplasma reduziu esse risco, mas pode provocar seromas e queimaduras; o endolaser tende a causar maior desconforto no pós-operatório.
- Na virada para a radiofrequência, o BodyTite oferece aquecimento mais uniforme com controle de temperatura; Ignite combina rapidez e segurança; Morpheus Blue permite ajuste de potência em camadas da pele. A escolha deve considerar o médico e o critério clínico, não apenas a tecnologia.
A retração da pele após a lipoaspiração ganhou novas tecnologias que aumentam a segurança e a previsibilidade do resultado. As mudanças reduziram riscos térmicos e melhoraram o controle da energia aplicada durante o procedimento.
Especialistas destacam que a pele precisa se adaptar ao novo contorno corporal, encolhendo para acompanhar o volume removido. O resultado depende de estímulos ao colágeno e ao tecido subcutâneo, não apenas da gordura retirada.
A lipoaspiração permanece entre as cirurgias estéticas mais realizadas no mundo, conforme o levantamento anual da ISAPS de 2024. O Brasil lidera em volume de operações, com mais de 2,3 milhões de procedimentos estéticos e totais superiores a 3,1 milhões quando incluem não invasivos.
A retração de pele evoluiu com a transição de métodos rápidos que geram alto dano térmico para soluções integradas com monitoramento de temperatura em tempo real. Esse movimento prioriza segurança, controle térmico e eficiência.
Evolução tecnológica na retração
A era do plasma trouxe riscos: o jato de hélio, usado para contração imediata, podia disseminar gás para áreas indesejadas, com relatos de queimaduras graves. A médica Dra. Ana Cecília Granda ressalta essa limitação.
O uso de argoplasma reduziu a dispersão, mas ainda houve complicações como seromas e queimaduras, que em alguns casos evoluíam para infecções. A especialista explica que esse cenário justificou buscar métodos mais estáveis.
O endolaser, que envia energia por fibra óptica subcutânea, também apresentou distribuição de calor pouco homogênea, gerando dor maior no pós-operatório. Essa característica ajudou a explicar desconforto prolongado em algumas pacientes.
A virada para a radiofrequência
A radiofrequência assistida marcou a virada: aquecimento mais uniforme e controlado, com menor agressão ao tecido. A técnica aumentou a previsibilidade do retraimento cutâneo e reduziu queimaduras.
O BodyTite utiliza energia bipolar entre um eletrodo interno e outro externo, com monitoramento contínuo de temperatura. Contudo, o tempo de aplicação pode tornar o procedimento mais longo.
Avanços como Ignite combinam rapidez de aplicação com segurança da radiofrequência, reduzindo riscos de dispersão gasosa. O Morpheus Blue permite ajuste de potência em camadas de pele diferentes, ampliando o controle clínico.
Orientação clínica e escolha de tecnologias
A escolha do método deve enfatizar a transparência clínica e a experiência do profissional, não apenas o portfólio tecnológico. A Dra. Ana Cecília Granda destaca que critério médico é essencial para indicar o que é necessário.
Ela também enfatiza que o melhor resultado depende de critérios técnicos, experiência e sensatez do médico, mais do que da tecnologia em si. A segurança e a qualidade de cicatrização aparecem como prioridades.
Para entender opções e resultados, a especialista recomenda discutir com o médico responsável pela cirurgia. Informações complementares podem ser obtidas por meio de canais oficiais da profissional.
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