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Araras-azuis nascem em zoológico de São Paulo, espécie em risco

Duas araras-azuis-de-lear nascem no Zoológico de São Paulo, fortalecendo programa de conservação e o banco de dados genético internacional

Araras-azuis-de-lear nasceram no Zoológico de São Paulo
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  • Duas araras-azuis-de-lear nasceram no Zoológico de São Paulo no fim de abril; as imagens foram divulgadas na sexta-feira, 22, Dia Internacional da Biodiversidade.
  • Os filhotes são descendentes do casal Maria Clara e Francisco e se somam a outros 21 nascimentos da espécie na instituição, totalizando 23 indivíduos criados lá nos últimos onze anos.
  • Parte dos nascidos no zoo paulista já integra ações de reforço populacional na região do Boqueirão da Onça, na Bahia.
  • Os filhotes seguem com alimentação assistida e monitoramento veterinário; o sexo será identificado por exame genético após o desenvolvimento das penas.
  • A arara-azul-de-lear é endêmica da caatinga baiana, considerada em perigo pela União Internacional para a Conservação da Natureza e vulnerável pelo Instituto Chico Mendes; o manejo genético busca ampliar a variabilidade genética e evitar consanguinidade.

Duas araras-azuis-de-lear nasceram no Zoológico de São Paulo no fim de abril. As aves foram apresentadas publicamente nesta sexta-feira, 22, Dia Internacional da Biodiversidade, em São Paulo. Os filhotes surgem no âmbito de um programa de conservação da espécie.

Ao longo de 11 anos, o zoológico já registrou 21 nascimentos da mesma espécie, fortalecendo a iniciativa de preservação local. Os filhotes são parte de um esforço conjunto para ampliar a variabilidade genética e a sobrevivência da arara-azul-de-lear na região.

Os nascimentos são descendentes do casal Maria Clara e Francisco, responsáveis por todos os registros da espécie na instituição. Parte dos filhotes já participou de ações de reforço populacional na Bahia, na área conhecida como Boqueirão da Onça.

Arara-azul-de-lear

Os dois filhotes permanecem com alimentação assistida e sob monitoramento veterinário. O sexo das aves será definido por exame genético após o desenvolvimento das penas, que servirão de amostra laboratorial.

“A reprodução da arara-azul-de-lear exige condições específicas. Cada filhote amplia a variabilidade genética e fortalece as possibilidades de conservação futura”, afirmou a bióloga Fernanda Guida, responsável pelo setor de aves do Zoológico de São Paulo. Ela ressaltou a importância de cada nascimento para o manejo populacional global.

A arara-azul-de-lear é endêmica da caatinga baiana e ficou ameaçada nos anos 1990 devido ao tráfico, à destruição do habitat e à distribuição restrita. O CEMAVE aponta crescimento da população na natureza, com 2.273 indivíduos em 2022 e 2.548 em 2024, embora a conservação dependa de ações integradas.

A distribuição geográfica restrita, concentrada na caatinga baiana, tornou a espécie vulnerável a degradação ambiental e às mudanças climáticas. Em 2019, apenas dois indivíduos foram observados na região do Boqueirão da Onça, o que acelerou programas de reforço populacional e monitoramento.

O Zoológico de São Paulo destaca o papel da genética na preservação. As aves criadas na instituição passam a integrar um banco de dados internacional com informações sobre origem, parentesco, reprodução e variabilidade genética, orientando cruzamentos e transferências entre zoológicos.

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