- O VBCC Guarani é um veículo blindado de combate sobre rodas 8×8 brasileiro, com peso entre 24 e 32 toneladas, velocidade de até 100 km/h e autonomia de até 800 quilômetros.
- Tem radar AESA integrado ao computador de tiro ROD13, telêmetro laser georreferenciado e o Sistema de Controle de Combate, que oferecem visão de 360° em tempo real.
- Versões para combate urbano podem usar radar UWB que detecta inimigos atrás de paredes; o modo Hunter-Killer permite que o canhão de 30 mm opere independentemente da torre.
- Em relação ao Leopard 1, o Guarani é mais rápido, recebe sensores digitais avançados e funciona com uma doutrina de manobra rápida, compartilhando dados em rede entre os veículos.
- O primeiro lote está previsto para 2026, com potencial de exportação no Mercosul, e há planos de integrar drones de reconhecimento e radares UWB.
O VBCC Guarani, blindado brasileiro de rodas, integra a cavalaria mecanizada do Exército. Ele combina mobilidade de 8×8 com sensores digitais e combate em rede, buscando transformação estratégica no campo de batalha.
Com peso entre 24 e 32 toneladas, o veículo atinge 100 km/h em estrada e tem autonomia de 800 quilômetros. A proteção modular segue o padrão STANAG 4569 nível 2, com capacidade de suportar disparos de 30 mm na frente.
O Guarani foi desenvolvido em parceria entre o Exército Brasileiro, a Iveco e a Elbit. O conjunto inclui radar AESA integrado ao sistema de tiro ROD13 e telêmetro laser georreferenciado. A visão de 360° é oferecida pelo SC2 em tempo real.
Como funciona o radar que enxerga inimigos por paredes
O radar UWB detecta movimentos e silhuetas até 20 metros, mesmo atrás de alvenaria. Versões CQB podem identificar inimigos escondidos em edificações antes da aproximação da infantaria.
O modo Hunter-Killer permite que o comandante varra o terreno com o radar, enquanto o atirador engaja alvos com o canhão de 30 mm ou mísseis MSS 1B1C. O canhão pode mover-se independentemente da torre.
Vantagens do sistema Hunter-Killer
O Hunter-Killer centraliza aquisição automática de alvos, com priorização por velocidade e distância. A transferência entre comandante e atirador ocorre em tempo real, sem interromper a varredura. A mira é georreferenciada e usa dados GNSS e inerciais.
O sistema ROA15 atua como bloqueador de IED, interceptando sinais usados para detonar explosivos. Câmeras terminais oferecem visão noturna de alta resolução para operações 24 horas.
Guarani x Leopard 1: diferenças estratégicas
A doutrina brasileira privilegia mobilidade e guerra de manobra. O Guarani atinge 100 km/h, enfrenta rios de até 1,2 m sem infraestrutura, e opera em esquadrões com consciência situacional compartilhada via SC2.
O Leopard 1, por sua vez, tem velocidade menor, movimento mais lento entre pontes e dependência de infraestrutura. A integração de sensores digitais e IA permite classificação de ameaças com maior eficiência para o Guarani.
Futuro e impactos para o Exército
O primeiro lote do Guarani está previsto para 2026, com possíveis exportações para países do Mercosul. Pesquisas incluem drones de reconhecimento e radares UWB em versões urbanas, reforçando a mobilidade e a inteligência digital.
A perspectiva é substituir a lógica de tanques pesados por uma abordagem de blindagem rápida, com superfícies de combate conectadas e tomada de decisão compartilhada entre unidades. A era da informação passa a integração entre veículos.
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