- Google apresentou buscas com respostas geradas por IA, visando tornar as informações mais úteis e acessíveis por meio de respostas personalizadas.
- Durante a apresentação, a empresa mostrou agentes de IA que criam layouts dinâmicos e experiências digitais sob medida para cada usuário.
- O material usado para as respostas vem de trabalhos de cosmólogos, escritores e artistas, o que levanta preocupações sobre crédito e visibilidade desses criadores.
- Algumas pessoas ainda clicam nos links originais após a resposta em IA, mas a empresa não divulga métricas específicas sobre esse comportamento.
- A executiva Liz Reid afirma que ainda há julgamento humano na avaliação da qualidade da busca, e que, mesmo com IA, o volume de buscas continua em nível recorde, com a Gemini sujeita a erros.
A gigante de buscas Google apresentou, Durante o Google I/O de 2026, uma mudança estrutural em como os resultados são apresentados. A empresa mostrou respostas geradas por IA para consultas, com a proposta de fornecer informações personalizadas em vez de apenas links. A apresentação ocorreu em Mountain View, na Califórnia, no dia 19 de maio, durante o keynote. A mudança visa tornar os dados mais acessíveis e úteis ao usuário, segundo representantes da companhia.
A executiva Liz Reed, citada pela reportagem, explicou que o objetivo é organizar informações e torná-las realmente úteis para quem busca. A demonstração mostrou um conjunto de agentes de IA que atuam de forma colaborativa para criar uma espécie de site personalizado em tempo real, com layouts dinâmicos e widgets interativos. A ideia é responder perguntas com conteúdos adaptados ao usuário.
Robby Stein, vice-presidente de busca, descreveu como a IA pode gerar explicações sobre temas complexos, como buracos negros, com elementos visuais criados na hora. Entretanto, a matéria ressalta que o material de origem ainda depende de trabalhos de cosmólogos, jornalistas científicos e artistas visuais, cujas obras nem sempre recebem crédito direto.
A reportagem aponta que alguns criadores e sites podem sofrer com a transição, especialmente aqueles com conteúdos genéricos que podem ser replicados pela IA. A empresa afirma que vozes originais e conteúdos pesquisados continuam a encontrar público, mas não detalha métricas de tráfego para a IA versus links tradicionais.
Em entrevista com a executiva, ficou claro que a qualidade das buscas continua a depender de avaliação humana em várias etapas. A Google afirma persistir na prática de avaliar relevância de conteúdos, mesmo com o uso crescente de respostas geradas por IA. As informações oficiais destacam que o uso de IA em buscas está em evolução, mantendo o foco na utilidade prática para o usuário.
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