- Morango Fênix, desenvolvido pela Embrapa, chega ao mercado com 2026 e é maior e mais doce que as variedades anteriores, com teor de açúcar acima de 9º Brix.
- Atibaia, tradicional capital do morango, vive retomada da produção: number de propriedades aumenta e o viveiro municipal já distribuiu cerca de 430 mil mudas neste ano.
- A decadência passou por uma praga chamada flor preta (antracnose) e pela falta de regras para produção de mudas; Minas Gerais passou a concentrar parte significativa do cultivo com variedades resistentes.
- A Embrapa Clima Temperado iniciou no fim da década passada o desenvolvimento do morango Fênix, com objetivo de criar uma variedade nacional adaptável a diversos climas e com custos de produção similares aos existentes.
- Em São Paulo, o modelo de fazenda vertical 100% Livre pretende comercializar morangos de luxo com Fênix, buscando produção de até 1,6 quilo por planta e Brix estimado em 17º, com venda prevista a varejo.
A Embrapa apresenta o morango Fênix, uma variedade maior e mais doce desenvolvida pela Embrapa Clima Temperado. A fruta chega ao mercado com força em 2026, impulsionando a produção em Atibaia e atraindo produtores, turistas e investidores. A inovação surge como resposta a perdas anteriores causadas por pragas e problemas de mudas.
O morango Fênix foi resultado de testes e cruzamentos iniciados em 2010, com atuação de uma equipe de pesquisadores de várias regiões. A variedade se adapta a diferentes climas do Brasil e supera o San Andreas em tamanho e doçura, com índices de Brix acima de 9º.
O cenário histórico mostra que o morango perdeu espaço em São Paulo para produtores de Minas Gerais. Atibaia, que já chegou a ter 300 produtores na década de 1990, hoje concentra entre 15 e 20 propriedades, mesmo assim mantendo eventos ligados à cultura local.
Renascimento da produção em Atibaia
A cidade registrou retomada com o uso de mudas do Fênix. Em 2025 houve expansão significativa, refletida no aumento de viveiros municipais e na reativação de plantações. A prefeitura aponta que, neste ano, 430 mil mudas já foram distribuídas, frente a 400 mil no ano anterior.
Operadores locais relatam que muitos produtores mudaram o foco para o Fênix, elevando a área plantada. Um produtor chegou a investir quase half milhão de reais e viu colheitas expressivas. A expectativa é de crescimento contínuo, ainda que o setor não retorne aos níveis dos anos 90.
A prefeitura observa que a adoção do Fênix não garante, por si, aumento automático da área total, já que a rede de produção depende de factores econômicos e de mão de obra. Mesmo assim, Atibaia reforça a reputação de Capital do Morango, com novas visitas e atividades agroturísticas.
Morango Fênix no mercado de São Paulo e na capital do impacto
Em São Paulo, um empreendimento de fazenda vertical busca posicionar o Fênix como morango de luxo. O projeto 100% Livre, no Ipiranga, utiliza 1,2 mil pés em 20 andares de estantes, com manejo controlado e produção planejada para atingir 1,6 kg por pé no futuro.
O criador do modelo afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões e planeja ampliar a produção para atender demanda de varejo premium. A expectativa é alcançar nível de doçura próximo a 17º Brix, equiparando-se a morangos de alto padrão no mercado internacional.
Enquanto isso, a produção em campo no interior busca consolidar o Fênix como referência nacional. Em Atibaia, visitantes já exploram experiências agrícolas com morangos e outras atividades, ampliando o interesse pelo cultivo e pela comercialização da fruta.
Entre na conversa da comunidade