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Vídeo mostra socorro a terapeuta que morreu após retirada de óvulos em SP

Vídeo do socorro à terapeuta Gabriela Moura levanta suspeitas de erro médico; polícia investiga morte após retirada de óvulos em clínica de São Paulo

Sequência de imagens acima (do alto e da esquerda para a direita) foram gravadas por câmeras de segurança da Clínica Genics. Elas mostram Samuel Moura sendo consolado por médica esposa, Gabriela Moura, saindo de maca até ambulância. Mulher morreu após retirada de óvulos. — Foto: Reprodução
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  • Gabriela Moura, terapeuta de 31 anos, sofreu parada cardiorrespiratória durante retirada de óvulos em clínica de reprodução assistida em São Paulo em 17 de fevereiro; ficou 7 dias internada e morreu no hospital, com a morte being investigada como possível erro médico.
  • Câmeras de segurança registraram o resgate e mostraram o marido, Samuel Moura, buscando respostas; ele afirma que houve demora do anestesista durante o procedimento.
  • A Polícia Civil investiga o caso no 4º Distrito Policial (Consolação) como morte suspeita; laudos do Instituto Médico Legal e exame toxicológico devem esclarecer as causas, ainda sem resultado.
  • Do lado médico, o anestesista informou ter tentado ventilar a paciente e seguido protocolos, com uso de adrenalina, massagem cardíaca e intubação; a médica Aline Nogueira disse que a retirada de óvulos transcorreu normalmente.
  • A Clínica Genics e o Hospital Sírio-Libanês divulgaram notas oficiais; o caso é acompanhado pela família e é mencionada a coincidência temporal com outro caso semelhante envolvendo uma juíza, cuja morte também é apurada como suspeita.

Gabriela Martins Moura, 31, morreu após uma sessão de retirada de óvulos em uma clínica de reprodução assistida na Zona Sul de São Paulo. A paciente sofreu parada cardiorrespiratória durante o procedimento de fertilização in vitro em 17 de fevereiro e ficou sete dias internada, falecendo no hospital Sírio-Libanês. A Polícia Civil investiga se houve erro médico durante o atendimento.

O caso envolve ainda o marido da terapeuta, Samuel Moura, de 35 anos, que acompanhou Gabriela no procedimento. Ele relatou à imprensa que, após a intervenção, a conveyência foi acompanhada por médicos, a equipe da clínica e socorristas até a ambulância. A investigação analisa as circunstâncias do socorro e a linha de cuidado prestada.

A operação ocorreu na Clínica Genics, em Indianópolis, região da capital. As imagens de segurança, que não possuem som, mostram o momento do atendimento, a transferência da paciente em estado desacordado e a passagem pela ambulância até a hospitalização.

A investigação e as versões oficiais

A delegacia do 4º Distrito Policial (Consolação) apura se houve falha médica na FIV. A Polícia Técnico-Científica trabalha para concluir o laudo necroscópico e o laudo toxicológico, cujos resultados devem embasar a investigação. A SSP informou que as diligências seguem em andamento e que o laudo do IML deve embasar as próximas ações.

O prontuário do Sírio-Libanês aponta que Gabriela possivelmente morreu devido a encefalopatia anóxica e hipertensão intracraniana, fatores ligados à falta de oxigênio no cérebro. O hospital destacou não divulgar boletins clínicos sem autorização formal.

A família aguarda respostas, criticando a demora na divulgação de resultados e apontando a necessidade de esclarecer se houve atraso no atendimento durante a intervenção anestésica. O marido afirma que Gabriela era saudável e praticava atividades físicas, incluindo corridas de rua.

Quadro técnico e respostas das instituições

A anestesista responsável no momento, segundo depoimento, afirmou que a paciente apresentou dificuldade respiratória e que procedeu com ventilação, monitoramento e suporte conforme protocolos, incluindo uso de medicamentos e manobras de atendimento de emergência. A médica que conduziu a retirada de óvulos afirmou que o procedimento transcorreu sem intercorrências relevantes.

A Clínica Genics divulgou nota reiterando que a fertilização in vitro é um procedimento amplamente utilizado e seguro quando realizado por profissionais habilitados em centros autorizados. A clínica afirmou estar colaborando com as autoridades, disponibilizando prontuários e documentos, e que o caso segue sob investigação formal, sem divulgar detalhes pessoais durante o processo.

A família da paciente informou que Gabriela e Samuel tinham planos de ampliar a família e que a decisão de doar órgãos foi tomada após o falecimento. O enterro ocorreu no Piauí, onde o casal se conheceu, há 13 anos. O luto permanece para o casal e para os familiares.

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