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Arqueólogos encontram tumba de faraó perdida há 3.500 anos

Tumba de Tutmes II é encontrada vazia, revelando práticas de sepultamento do Novo Império e disputas de poder que favoreceram Hatshepsut

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  • Arqueólogos identificaram a Tumba de Tutemés II no Wadi C-4, nos vales ocidentais de Luxor, e a câmara está vazia por transferência antiga.
  • A descoberta preserva a arquitetura do início do Novo Império, oferecendo visão de como os egípcios planejavam sepultamentos reais antes do Vale dos Reis.
  • A identificação ocorreu ao analisar fragmentos de gesso e vasos de alabastro, com inscrições que citam Tutmes II e mencionam a rainha Hatshepsut.
  • A múmia original do faraó já havia sido transferida em 1881 para o esconderijo real de Deir el-Bahari.
  • A revelação ajuda a entender disputas de poder da época: a esposa de Tutemés II governou como faraó e consolidou autoridade nos templos.

A tumba identificada de Tutemes II foi encontrada nos vales ocidentais de Luxor, no Egito, após anos de escavação. A equipe revelou uma estrutura monumental danificada por enchentes antigas, sem conteúdo de ouro. A descoberta reorienta o entendimento sobre o início do Novo Império.

A equipe de arqueólogos, liderada pela University of Cambridge, mapeou a câmara Wadi C-4. Em vez de tesouros, foram encontrados fragmentos de gesso, vasos de alabastro e textos que ajudaram a confirmar a identidade do faraó. A ausência de múmia não impede a conclusão histórica.

A identificação ocorreu por meio da correção de dados fornecidos por textos das paredes e pelos artefatos encontrados no solo. Inscrições com o nome Tutmes II, referências à rainha Hatshepsut e trechos do Amduat foram determinantes para confirmar o faraó.

Identidade e contexto histórico

Os arqueólogos confirmaram que a tumba pertence a Tutmes II, voltando a evidenciar a presença de uma dinastia cuja organização funerária envolveu transferências de reis para esconderijos. A leitura dos materiais ajuda a entender a cronologia da linhagem real.

Mutações na compreensão de legado

A descoberta mostra que a atuação de Hatshepsut como referência de poder ficou marcada em textos decorativos e na arquitetura da câmara. Isso sugere que a legitimidade do reinado pode ter sido estabelecida antes de manifestações formais em monumentos públicos.

O que isso acrescenta ao campo

O achado reforça que o valor arqueológico não está apenas no ouro, mas no contexto estrutural e textual. Os fragmentos ajudam a compreender práticas de sepultamento, redes de proteção real e a evolução da iconografia funerária no período.

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