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Cidade maia gigante com pirâmides é descoberta sob a selva mexicana

Valeriana, cidade maia descoberta em Campeche por LiDAR, ocupa 122 km² sob a selva com 6.764 estruturas e população estimada entre 30 mil e 50 mil

Mapa LiDAR revela pirâmides e praças escondidas sob a mata
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  • Tecnologia LiDAR revelou a cidade maia Valeriana em Campeche, México, a partir de dados coletados em duas mil e treze e anunciada em outubro de dois mil e vinte e quatro.
  • A área mapeada somou cento e vinte e dois quilômetros quadrados, com seis mil setecentos e sessenta e quatro estruturas pré-hispânicas, incluindo pirâmides, praças, quadra de jogo de bola e vias internas.
  • O núcleo principal ocupa dezesseis vírgula seis quilômetros quadrados, sugerindo uma possível capital política maia.
  • O apogeu da cidade ocorreu entre setecentos e cinquenta e oitocentos e cinquenta d.C.
  • As estimativas apontam entre trinta mil e cinquenta mil habitantes no auge, indicando urbanização maia mais densamente povoada do que se imaginava para a região.

A cidade maia Valeriana foi descoberta ocultada pela selva de Campeche, no sul do México, graças a tecnologia LiDAR. Milhares de pulsos de laser revelaram pirâmides, praças e reservatórios sob a vegetação, sem a necessidade de desmatamento.

A pesquisa, anunciada em outubro de 2024, foi liderada por Luke Auld-Thomas, doutorando da Tulane, com colaboração da Universidade do Norte do Arizona, da Universidade de Houston e do INAH. O estudo analisa dados de varredura de 2013.

Avarias e anomalies detectadas indicam uma cidade monumental, com vias conectando centros urbanos, assentamentos menores e obras hidráulicas. O levantamento cobriu 122 km² da floresta de Campeche, revelando 6.764 estruturas pré-hispânicas.

Como a descoberta foi feita e o que mostra

O LiDAR emite milhsõs de pulsos de laser a partir de aeronaves; parte alcança o solo através do dossel e retorna, permitindo reconstruir a topografia oculta. Dados de 2013 foram reanalisados, revelando Valeriana.

A densidade de estruturas sugere ocupação intensa sob a mata. Entre as descobertas estão pirâmides, uma quadra de jogo de bola, praças internas, caminhos e um reservatório hidráulico. O núcleo principal ocupa 16,6 km².

Significado da leitura arqueológica

Estimativas apontam entre 30.000 e 50.000 habitantes no auge, indicando uma cidade de grande escala política e urbana. Valeriana recebe o nome de uma lagoa próxima e já é considerada uma das maiores descobertas da arqueologia maia recente.

Os dados do estudo ajudam a entender funções urbanas e administrativas, além do controle de água, circulação interna e padrões cerimoniais da sociedade maia na região de Campeche.

Impacto para a compreensão da região

A descoberta amplia a visão sobre a ocupação pré-hispânica em Campeche e sugere que áreas hoje cobertas por floresta podem abrigar cidades inteiras. O uso de acervos ambientais mostra como dados de monitoramento florestal podem revelar patrimônio arqueológico.

Em resumo, Valeriana demonstra que a selva não esconde apenas ruínas isoladas, mas grandes paisagens urbanas planejadas. O LiDAR intensifica a interpretação de estruturas e redes urbanas sob o dossel.

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