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Ovo artificial impresso em 3D gera 26 pintinhos e mira reviver espécies extintas

Ovo artificial impresso em 3D da Colossal Biosciences gerou 26 pintinhos; avanço promissor, porém falta revisão por pares e não há planos de ampliar para galinhas

Ovos artificiais da Colossal Biosciences impressos em 3D — Foto: Reprodução/YouTube Colossal Biosciences
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  • A Colossal Biosciences anunciou que 26 pintinhos saudáveis nasceram a partir de ovos artificiais impressos em 3D com estrutura de titânio e membrana de silicone, em divulgação de 19 de maio de 2026.
  • O objetivo é testar incubadoras que sustentem embriões de aves extintas ou ameaçadas, como parte de uma possível estratégia de desextinção.
  • O ovo artificial possui uma janela transparente para observar o desenvolvimento e pode ser adaptado a diferentes tamanhos, de pombos a emas.
  • O sistema não fornece cálcio, que precisa ser suplementado; a empresa afirma que fertilização e postura ainda ocorrem dentro de uma ave viva, sem substituir etapas biológicas.
  • Especialistas destacam o potencial, mas cobram dados revisados por pares e transparência sobre a taxa de sucesso; a Colossal não planeja fabricar galinhas para uso agrícola.

A Colossal Biosciences anunciou um avanço na desextinção com 26 pintinhos nascidos a partir de ovos artificiais impressos em 3D. O experimento, divulgado em 19 de maio de 2026, é visto pela empresa como prova de conceito para incubadoras de embriões de aves extintas ou ameaçadas.

O sistema combina uma estrutura rígida de titânio impressa em 3D com uma membrana de silicone semipermeável. A ideia é reproduzir a função da casca natural, permitindo troca gasosa, retenção de umidade e proteção contra contaminantes. A empresa afirma que o oxigênio transmitido supera o nível de uma casca comum.

O ovo artificial traz uma janela transparente na parte superior para observar o desenvolvimento sem interferir no ambiente interno. O formato pode ser adaptado a diferentes tamanhos, inclusive para aves menores, como pombos, ou grandes o suficiente para espécies extintas de grande porte.

Ben Lamm, CEO e cofundador, destacou que o cálculo de cálcio ainda depende da suplementação externa, já que o titânio não fornece esse elemento aos embriões. Ele reforçou que não há planos de ampliar a criação de galinhas a partir desse teste.

Andrew Pask, diretor de Biologia, explicou que a membrana foi projetada para simular a eficiência da casca, com troca gasosa eficaz. A Colossal vê o sistema como escalável e com potencial para produção em massa, usando técnicas de baixo custo no futuro.

Pesquisadores independentes reconhecem o potencial, mas ressaltam que o ovo artificial é apenas parte do processo. Falhas na divulgação de dados, como taxa de sucesso e publicação revisada por pares, foram apontadas por especialistas, que pedem transparência para avaliação científica.

A equipe da Colossal afirma que o experimento envolve fertilização e postura dentro de aves vivas, com o conteúdo viável transferido para a estrutura artificial posteriormente. A técnica ainda não substitui todas as etapas biológicas da reprodução.

Especialistas em conservação ressaltam que a tecnologia poderia apoiar ações como adaptação de aves a mudanças climáticas, desde que aliada a edição genética em espécies específicas. Outros lembram que medidas imediatas de conservação costumam ser mais eficazes para espécies ameaçadas.

A empresa, fundada em 2021 por Ben Lamm e o geneticista George Church, já angariou mais de US$ 600 milhões e vale mais de US$ 10 bilhões. Seu portfólio inclui projetos como o dodô, o moa gigante e outras espécies, com metas ainda em estágio inicial de validação científica.

Foco em pesquisa e aplicações

Cientistas destacam que o maior impacto pode ser na biologia do desenvolvimento, com a janela observável do ovo permitindo acompanhar órgãos e vasos sanguíneos em embriões. A Colossal afirma que o sistema é escalável e pode ser ajustado para diferentes espécies.

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