- Um novo desafio viral mostra jovens mastigando plástico durante refeições, apresentado como brincadeira para reduzir a fome, e ganhou destaque em 2026.
- A prática se espalha principalmente em plataformas de vídeos curtos, com influenciadores e uso de termos ligados a dieta e estética corporal.
- Médicos alertam para riscos físicos, como engasgos, lesões no esôfago e no trato gastrointestinal, além de possível ingestão de microplásticos que afetam o corpo.
- Profissionais de saúde mental associam a prática a insatisfação corporal, restrição alimentar e aumento de risco de transtornos alimentares em adolescentes e jovens.
- Especialistas recomendam prevenção por meio de diálogo, educação digital, monitoramento de conteúdos e apoio profissional, além de responsabilização das plataformas na moderação de conteúdos nocivos.
O uso de plástico na boca ganhou destaque nas redes em 2026, quando jovens passaram a mastigá-lo enquanto comem, segundo especialistas. A prática é apresentada como “brincadeira” ou truque para reduzir a fome, mas acena riscos graves à saúde física e mental.
Profissionais de saúde alertam que o conteúdo amplifica a combinação de choque, ASMR e dietas radicais. Em vídeos, placas de plástico são mantidas entre os dentes, sem necessariamente serem engolidas, ampliando sons e imersão sensorial. O tema se espalha principalmente por plataformas de vídeos curtos.
Riscos físicos
Do ponto de vista médico, o uso de plástico na boca pode causar engasgos, obstrução das vias aéreas e lesões no esôfago. Partículas podem se desprender durante a mastigação e ser deglutidas sem percepção, aumentando o risco de complicações gastrointestinais.
Estudos sobre microplásticos associam a presença dessas partículas em sangue, pulmões e outros tecidos. Pesquisas recentes relacionam exposição crônica a inflamação, estresse oxidativo e alterações hormonais, reforçando a necessidade de evitar contato desnecessário com plástico na boca.
Saúde bucal e dentária
Dentistas destacam desgaste do esmalte, fraturas em restaurações e maior sensibilidade dental. Embalagens com bordas irregulares ou resíduos químicos podem provocar cortes na mucosa interna da boca, elevando o risco de infecções e desconforto.
Impactos mentais e transtornos alimentares
Especialistas em saúde mental observam ligação entre a prática e insatisfação corporal, restrição alimentar e emagrecimento extremo. Pesquisas indicam que conteúdos que glamurizam dietas radicais podem funcionar como gatilhos para pessoas vulneráveis, potencializando quadros de transtornos alimentares.
Algoritmos e alcance
Estudos apontam que os algoritmos das redes priorizam conteúdos que geram retenção. Vídeos chocantes sobre comer plástico recebem maior entrega, expandindo o alcance para além de interessados no tema. Moderação tem dificuldades para acompanhar novas formas de conteúdo nocivo.
Organizações de saúde pressionam plataformas para reduzir a disseminação de conteúdos que incentivem danos físicos. Políticas de remoção de vídeos com transtornos alimentares existem, mas a aplicação varia e demora a capturar novas práticas.
Prevenção e responsabilidade
Especialistas defendem campanhas de educação, diálogo em escolas e envolvimento de influenciadores responsáveis. Recomenda-se monitorar conteúdos consumidos por jovens, discutir os riscos de desafios virais e incentivar a busca por apoio profissional em casos de sofrimento com a imagem corporal.
Medidas sugeridas incluem orientar sobre por que certas tendências viralizam, estimular pensamento crítico e promover a busca de ajuda quando sinais de transtornos alimentares aparecem. As plataformas são encorajadas a facilitar acesso a serviços de apoio.
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