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Vulcão brasileiro é reconhecido como o mais antigo do mundo

Vulcão Amazonas, no Pará, é considerado o mais antigo do mundo, ativo há cerca de 1,8 a 1,9 bilhão de anos, influenciando estudos sobre a crosta terrestre

Vulcão Amazonas tem cerca de 1,9 bilhão de anos. (Foto: André Massanobu Kunifoshita/UFC)
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  • Pesquisadores identificaram, na região de Uatumã, sul do Pará, o vulcão mais antigo conhecido, com cerca de 1,9 bilhão de anos.
  • O vulcão Amazonas tinha diâmetro de 22 quilômetros e cone de até 400 metros de altura, com atividade que durou cerca de 300 milhões de anos.
  • Um estudo da Universidade Federal do Ceará e da Unicamp, publicado em 2021, identificou rochas vulcânicas com cerca de 1,8 bilhão de anos associadas a antigas caldeiras.
  • Mesmo com erosão, as rochas conservam condutos de lava, depósitos minerais e estruturas profundas, permitindo analisar a origem da crosta terrestre.
  • Modelagens com sensoriamento remoto sugerem que a área do vulcão é maior do que a identificada e que ele influenciou a formação do relevo amazônico, funcionando como um arquivo da Terra primitiva.

O vulcão Amazonas, localizado na região de Uatumã, no sul do Pará, é considerado o mais antigo conhecido na Terra, com idade estimada em 1,9 bilhão de anos. A descoberta reforça a importância da Amazônia em pesquisas sobre a formação da crosta terrestre e dos primeiros continentes.

A investigação reuniu evidências de rochas, minerais e estruturas subterrâneas, destacando um sistema magmático que durou cerca de 300 milhões de anos. Hoje, grande parte da área é coberta por vegetação, mas vestígios antigos persistem nas rochas.

A pesquisa, iniciada no começo dos anos 2000, envolve a UFC e a Unicamp. O estudo publicado em 2021 na Journal of South American Earth Science aponta rochas vulcânicas com cerca de 1,8 bilhão de anos, associadas a antigas caldeiras vulcânicas.

Características e evidências

As rochas preservam sinais de cristalização profunda, indicando magma que circulou por fissuras da crosta primitiva. Condutos de lava e depósitos minerais permanecem íntegros, apesar de erosão e mudanças climáticas ao longo de bilhões de anos.

Com o desgaste natural, não há crateras ou cones atuais. A análise demonstra que o vulcão pode ter sido mais extenso do que a área já identificada, ainda soterrado sob sedimentos acumulados ao longo do tempo.

Significado científico

Modelagens de sensoriamento remoto sugerem que o sistema vulcânico ocupava uma área maior e influenciou a formação do relevo amazônico. Elementos nas rochas fornecem pistas sobre atmosfera antiga e comportamento térmico do planeta.

Especialistas afirmam que o Amazonas funciona como um arquivo geológico natural, ajudando a reconstruir a história da Terra 1,9 bilhão de anos atrás. Hoje, não há vulcões ativos registrados no Brasil, mas a região norte apresentava atividade vulcânica relevante.

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