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Bongos de montanha Maue, Fitz, Kudu e Bon64 voltam ao Quênia

Quatro bongos-da-montanha retornam ao Quênia para ampliar a variabilidade genética no programa de reprodução e rewilding, fortalecendo a recuperação da espécie

The new arrivals at Kenya’s mountain bongo sanctuary will increase the gene pool, as part of the Mount Kenya Wildlife Conservancy breeding and rewilding programme. All photographs: Anthony Ochieng Onyango/Mount Kenya Wildlife Conservancy
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  • Quatro montanh bongos — Fitz, Maue, Kudu e Bon64 — chegaram a Quênia vindo de uma instalação na República Tcheca, para serem reintegrados ao Mount Kenya Wildlife Conservancy.
  • A operação faz parte de um programa de reprodução e reintrodução para aumentar a diversidade genética da espécie, que atualmente tem menos de cem indivíduos na natureza.
  • A transferência foi coordenada pela Chester Zoo, em parceria com o Kenya Wildlife Service e a European Association of Zoos and Aquariums; os animais passaram por quarentena e receberam manejo cuidadoso.
  • Cada bongo tem personalidade distinta e passou duas semanas em quarentena para aprender rotinas e ganhar confiança antes do retorno ao ambiente externo.
  • O esforço de conservação já resultou em melhora populacional no Quênia: há cento e setenta e nove bongos entre vida livre e cativeiro no país, e o nascimento do centésimo filhote na conservação foi registrado recentemente.

Aviões prestes a decolar no aeroporto de Jomo Kenyatta trouxeram ao Quênia quatro mountain bongos em retorno a seu país de origem. A operação, liderada pela Mount Kenya Wildlife Conservancy, encerra duas semanas de trabalho na República Tcheca, acompanhada de uma estratégia de recuperação da espécie.

Os quatro machos — Fitz, Maue, Kudu e Bon64 — passaram por quarentena no exterior, recebendo manejo diário e observação de suas rotinas para facilitar a adaptação ao ambiente de Kenya. Os cuidadores, Christine Gichohi e Ngenoh Erick Kibet, acompanharam de perto o processo.

Os bongos são icônicos e extremamente tímidos; menos de 100 indivíduos podem ser encontrados na natureza, repartidos entre floresta alta de Aberdare, Mount Kenya, Mau e Eburu. No cativeiro, o grupo já superou fases de desconfiança enquanto se habituava ao espaço, à alimentação e aos cuidadores.

Transferência e parceria

A transferência ocorreu após dois anos de preparação entre o Chester Zoo, da Inglaterra, a Kenya Wildlife Service e a European Association of Zoos and Aquariums. A logística envolveu transporte em caixas, monitoramento veterinário e equipes adicionais para conduzir os animais com segurança.

Ao chegarem, os bongos foram instalados em novas áreas dentro do santuário para posterior aclimatação. A meta é ampliar o pool genético e reforçar o programa de reprodução e reintrodução, que já soma centenas de animais sob cuidados do Mount Kenya Wildlife Conservancy.

A dupla Gichohi e Kibet, que dedicam-se ao manejo diário, destacam que cada bongo possui personalidade distinta, o que influencia a adaptação ao novo habitat. O retorno dos quatro animais representa uma continuação de um esforço iniciado em 2004 com a repatriação de 18 indivíduos.

A população total de mountain bongos no Quênia tem mostrado recuperação gradual: 179 indivíduos combinando vida selvagem e cativeiro, com o nascimento recente do centésimo filhote no santuário, sinalizando tendência positiva para a espécie.

Os profissionais destacam que a participação local, desde o manejo até a educação ambiental, é essencial para a sustentabilidade do programa. A esperança é que, com o tempo, os bongos se integrem ao ecossistema regional e contribuam para a diversidade genética.

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