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Doença de Cushing: apatia e sede excessiva sinalizam desequilíbrios hormonais

Doença de Cushing em cães idosos provoca apatia, sede excessiva e alterações na pele; diagnóstico tardio amplia riscos e exige tratamento contínuo

Shih Tzus de meia-idade e idosos são propensos a terem Doença de Cushing - (crédito: Reprodução/Magnific)
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  • Doença de Cushing (hiperadrenocorticismo) em cães idosos é causada pelo excesso de cortisol; o diagnóstico costuma ocorrer quando os sintomas afetam a qualidade de vida.
  • Sinais comuns: pele mais fina, abdômen simiesco, queda de pelos simétrica, apatia, sede aumentada e maior ingestão de água.
  • Fatores de risco incluem cães atópicos e raças pequenas, como shihtzu; infecções cutâneas e piora da pele costumam acompanhar a doença.
  • O diagnóstico costuma ser tardio por evolução lenta e pode levar a diabetes e infecções; tumores adrenais tornam a cirurgia mais complexa.
  • Tratamento envolve manejo hormonal ao longo da vida, possível cirurgia para tumores adrenais, dieta de controle de peso e acompanhamento veterinário multidisciplinar.

A doença de Cushing, ou hiperadrenocorticismo, pode se manifestar em cães idosos por meio de sinais como apatia, sede excessiva e aumento abdominal. A condição resulta do excesso de cortisol no organismo, afetando pele, músculos e resposta imune. Especialistas destacam que os sinais costumam ser confundidos com o envelhecimento.

Segundo a professora Manuela Paula Teixeira, do Centro Universitário do Distrito Federal, a serenidade aparente nem sempre indica saúde. Ao notar apatia, abdômen volumoso ou queda de pelos, o tutor deve buscar avaliação veterinária para excluir ou confirmar a doença.

A doença evolui de forma lenta, o que dificulta o diagnóstico precoce. Em estágios avançados, podem surgir infecções recorrentes e piora da qualidade de vida, exigindo acompanhamento contínuo. O problema pode atingir qualquer porte de cão, mas é mais comum em raças pequenas e cães atópicos.

Alterações dermatológicas

João Paulo Lacerda, do Centro Universitário de João Pessoa, explica que a pele é um refletor importante do problema. A doença provoca afinamento cutâneo, queda de pelos bilateral e redução da capacidade de cicatrização, com manchas escuras e infecções frequentes.

O aumento do cortisol compromete a imunidade e a renovação da pele, favorecendo piodermites, infecções fúngicas e lesões de difícil cicatrização. Em estágios mais graves, podem surgir cravos e calcinoses na pele, principalmente na região dorsal, pescoço e virilhas.

Diagnóstico e impactos

O diagnóstico tende a ocorrer quando os sinais atingem a qualidade de vida do animal. Manuela lembra que atrasos podem complicar o quadro, elevando riscos de diabetes e tornando cirurgias adrenais mais complexas, caso existam tumores.

Apesar dos desafios, especialistas enfatizam que o manejo adequado pode manter o cachorro estável. O tratamento costuma envolver controle hormonal, com acompanhamento dermatológico, nutricional e laboratorial frequente.

Alimentação e tratamento

A alimentação, embora não trate a doença, auxilia no controle clínico. Dietas balanceadas ajudam a preservar massa muscular e pele, reduzindo o ganho de peso associado. Ômega 3, ômega 6 e antioxidantes podem favorecer a recuperação da pelagem.

O peso excessivo agrava o quadro inflamatório e dificulta o controle metabólico. Evitar petiscos e manter uma rotina alimentar supervisionada são medidas comuns no manejo, somadas ao tratamento medicamentoso.

Opções terapêuticas

Em muitos casos, o tratamento é contínuo ao longo da vida, com ajuste hormonal e monitoramento periódico. Quando há tumores adrenais, a cirurgia pode ser indicada, porém requer cuidado intensivo no pós-operatório.

Para cães sem tumor, medicamentos que reduzem a produção de cortisol costumam estabilizar o organismo. A equipe veterinária avalia o estágio da doença, buscando manter a qualidade de vida e a disposição do animal.

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