- Uganda confirmou três novos casos de Ebola, totalizando cinco no atual surto; o epicentro permanece na República Democrática do Congo, com 867 casos suspeitos e mais de 200 mortes suspeitas.
- A Organização Mundial da Saúde classificou o surto como emergência de saúde pública de preocupação internacional.
- A infectologista Mirian Dal Ben explica que o Ebola se transmite por contato com secreções de pessoas infectadas e que não é transmitido pelo ar; a transmissão ocorre principalmente quando há sintomas.
- A região enfrenta uma cepa chamada Bundibugyo, associada a desidratação grave, vômitos e diarreia intensos, com possibilidade de febre hemorrágica em casos graves.
- Apesar do alerta internacional, o risco de pandemia nos moldes da Covid-19 é considerado baixo; fatores como atraso na detecção e financiamento reduzido podem agravar a situação.
Uganda confirmou três novos casos de Ebola, elevando o total para cinco no surto atual, segundo o Ministério da Saúde. O epicentro permanece na República Democrática do Congo, onde há 867 casos suspeitos e mais de 200 mortes em investigação.
A Organização Mundial da Saúde classificou o surto como emergência de saúde pública de importância internacional. Especialistas destacam que a situação demanda monitoramento, recursos e comunicação para conter a doença entre os países afetados.
A infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês, explica que a Ebola é grave pela possibilidade de febre hemorrágica. A vigilância está ligada a cadeias de transmissão, sobretudo em áreas com conflitos e fragilidade sanitária.
A cepa atual, Bundibugyo, causa desidratação intensa por vômitos e diarreia, o que favorece mortes. O período de incubação é de 2 a 21 dias. Sintomas incluem febre, dor de cabeça, vômitos e dor no corpo.
Transmissão
Diferentemente da Covid-19, o Ebola não se dissemina pelo ar. A transmissão ocorre apenas por contato com fluidos de pessoas doentes ou falecidas, especialmente durante estágios sintomáticos.
Medidas de controle
Especialistas destacam uso de EPIs, higienização das mãos e manejo seguro de mútuos. Em áreas rurais, os rituais fúnebres envolvendo contato com o corpo elevam o risco, exigindo sepultamentos mais seguros.
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