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Homem-peixe nada 200 dias no Amazonas e denuncia plástico no rio

Homem-peixe colombiano nada pelo Amazonas há mais de duzentos dias para alertar sobre a poluição plástica que ameaça o rio e comunidades ribeirinhas

O colombiano Wilber Honorio Munoz nada pelo Rio Amazonas há mais de 200 dias para conscientizar sobre a poluição plástica que ameaça o rio. Crédito: MICHAEL DANTAS / AFP
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  • O colombiano Wilber Honorio Muñoz, de 45 anos e conhecido como Homem Peixe, nada há mais de duzentos dias pelo rio Amazonas para alertar sobre a poluição plástica.
  • Partiu da nascente do rio, em Cusco, no Peru, em outubro, e percorreu cerca de quatro mil e duzentos quilômetros até Manaus, no Amazonas, na última semana.
  • Nada aproximadamente oito horas por dia, em uma prancha de surf adaptada, enfrentando correnteza, calor intenso e lixo plástico nas águas.
  • A ação busca conscientizar a população local e mundial sobre os impactos da poluição no rio, que fornece água para milhões e abriga biodiversidade.
  • A viagem deve seguir até a foz, no oceano Atlântico, com palestras e ações educativas ao longo do trajeto.

Wilber Honorio Muñoz, 45 anos, conhecido como Homem Peixe, saiu da nascente do Rio Amazonas, em Cusco, Peru, em outubro. O objetivo é alertar para a poluição por plásticos que atinge a bacia amazônica. Ele vem nadando há mais de 200 dias, percorrendo cerca de 4.200 quilômetros até Manaus.

Ao longo da travessia, o tripulante enfrenta correntezas fortes e calor intenso. Ele nada por cerca de oito horas diárias, utilizando uma prancha de surf adaptada para o percurso. A jornada também evidencia a quantidade de lixo plástico visível na água e nas margens.

O ativista afirma que a poluição compromete a biodiversidade e a sobrevivência de comunidades ribeirinhas. A ação busca mobilizar moradores locais e a população mundial para reduzir o uso de plástico descartável e promover conservação.

Percurso e impactos da iniciativa

Muñoz planeja seguir até a foz do Amazonas, no Oceano Atlântico, mantendo palestras e ações educativas ao longo do trajeto. A meta é ampliar a conscientização sobre os impactos da poluição plástica na maior bacia hidrográfica do planeta.

A iniciativa é descrita pelo próprio atleta como forma de chamar atenção para ações concretas de preservação. O objetivo é estimular engajamento público e influenciar políticas de redução de resíduos plásticos.

A trajetória, segundo Muñoz, já inspira outras pessoas a se envolverem na causa ambiental. Ele ressalta a importância de medidas locais e globais para proteger a água, a vida aquática e as comunidades ribeirinhas.

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