- No dia mundial da tireoide, destaca-se a evolução no diagnóstico e no tratamento de tumores e distúrbios da glândula.
- Até sessenta por cento das pessoas com doenças da tireoide não sabem que têm problema; os sintomas costumam ser sutis e confundidos com estresse ou envelhecimento.
- A tireoide produz os hormônios T3 e T4, que regulam o metabolismo; alterações comuns são hipotireoidismo e hipertireoidismo.
- Hoje há abordagem mais personalizada, com exames mais precisos e tratamentos menos invasivos, como a ablação por radiofrequência para determinados nódulos.
- Em alguns cancers, pode-se fazer lobectomia (retirada de parte da glândula) em vez de remoção total; o tratamento do hipotireoidismo usa levotiroxina com ajuste de dose individualizado.
No dia mundial da tireoide, especialistas destacam mudanças no diagnóstico e no tratamento de tumores e distúrbios da glândula. O foco é ampliar a detecção precoce e reduzir intervenções invasivas.
Dados indicam que até 60% das pessoas com doenças da tireoide desconhecem o problema, pois os sintomas costumam ser sutis e confundidos com estresse, envelhecimento ou hábitos de vida.
A tireoide, localizada no pescoço, produz os hormônios T3 e T4, que regulam o metabolismo e influenciam a fertilidade, além de manter o funcionamento de coração e cérebro. Hipotireoidismo e hipertireoidismo são as alterações mais comuns.
A maioria dos nódulos é benigna, sem relação com câncer, e costuma surgir com o avanço da idade, muitas vezes por acaso em exames de imagem. O câncer de tireoide costuma evoluir lentamente e ter boa chance de cura quando detectado precocemente.
Avanços no diagnóstico e no tratamento
Nos últimos anos houve uma mudança: de um modelo padronizado para uma abordagem individualizada, com exames mais precisos e apoio de inteligência artificial. Os tratamentos tornaram-se menos invasivos.
Técnicas como a ablação por radiofrequência permitem tratar nódulos com agulha guiada por imagem, sem cortes, com recuperação mais rápida. Em casos selecionados, a cirurgia pode ser evitada.
Quando a cirurgia é necessária, diretrizes internacionais recomendam a lobectomia parcial em algumas situações de câncer, reduzindo a necessidade de reposição hormonal ao longo da vida.
Ajustes no tratamento do hipotireoidismo
No hipotireoidismo, a levotiroxina continua como padrão-ouro. O diferencial está no ajuste fino da dose, considerando idade, peso, comorbidades, uso de medicações e rotina do paciente.
A evolução médica visa maior precisão, menor invasividade e melhores resultados. O principal desafio permanece o diagnóstico preciso, com atenção aos sinais mais sutis.
A mensagem é simples: reconhecer sinais, buscar avaliação médica e agir cedo pode alterar o curso da doença. Informação adequada é o primeiro passo para o cuidado.
Maria Fernanda Barca, endocrinologista e membro do grupo de tireoide do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, reforça a importância do contexto clínico e do acompanhamento individualizado.
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