- Serve Robotics implantou quinhentos robôs de entrega em quarenta bairros de Los Angeles, ampliando a frota na cidade.
- A Coco Robotics mantém cerca de trezentos robôs em operação e planeja expandir ainda mais.
- A chegada dos dispositivos provocou debates: moradores e estabelecimentos reclamam de obstrução de calçadas, impactos para cadeirantes e possível queda de empregos de motoristas.
- Em contrapartida, os robôs não emitem poluição, não geram tráfego adicional e operam com sensores; ainda há casos de atrapalhos que viram motivo de curiosidade e encanto.
- Pesquisadores desenvolveram o “robotability score” para orientar onde os robôs devem atuar, buscando respeitar a circulação de pedestres já existente.
Os robôs entregadores avançam por Los Angeles, região marcada pela baixa caminhabilidade. Empresas como Serve Robotics expandem sua frota, enquanto Coco Robotics também amplia atuação. A tendência traz uma nova presença nas calçadas, com entregas de smoothies e saladas.
Este mês, a Serve Robotics implantou 500 unidades adicionais em 40 bairros, elevando o total para dezenas de cidades. A Coco Robotics, criada na UCLA, já opera por volta de 300 robôs na região e planeja crescer, aumentando a complexidade do tráfego de pedestres. A expansão ocorre em meio a debates sobre empregos e segurança.
Apesar dos questionamentos, os robôs não emitem gases nem aumentam o fluxo de carros. Em áreas de bares e restaurantes ao ar livre, convivem com pedestres, estudantes e moradores, gerando misturas de curiosidade e irritação entre quem convive com a novidade diariamente.
Expansão e atuação das empresas
A população e comerciantes relatam impactos variados. Em Silverlake, lojas com áreas externas relatam bloqueios de calçada e aproximação de crianças aos devices. Funcionários de cafés descrevem os robôs como incômodos, especialmente nos horários de pico, quando já há fluxo alto de pedestres.
Empresas ressaltam que a presença dos dispositivos é parte de uma mudança tecnológica inexorável. Executivos destacam que o objetivo é ampliar a conveniência sem reduzir drasticamente empregos humanos, mesmo reconhecendo potenciais perdas no setor de entregas.
Percepções e próximos passos
Especialistas apontam que cidades devem considerar regras para evitar obstruções em vias com grande circulação. Pesquisadores de universidades discutem indicadores de “robotabilidade” para orientar decisões de implantação. A proposta é respeitar padrões de tráfego de pedestres já existentes e criar áreas de estacionamento para os robôs.
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