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Quase meio milhão de russos mortos na Ucrânia diz chefe britânico de espionagem

Chefe da GCHQ diz que quase meio milhão de soldados russos foram mortos desde o início da guerra; forças russas recuaram pela primeira vez desde 2022

The remains of four killed Russian soldiers lie in a field in Donbas after being identified by members of the Ukrainian NGO Platzdarm in September last year.
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  • A chefe da GCHQ afirmou que quase meio milhão de soldados russos foram mortos desde o início da invasão da Ucrânia, há mais de quatro anos, com base em nova inteligência.
  • Keast-Butler disse que as forças russas estavam “retrocedendo no campo de batalha” pela primeira vez desde o fim de 2022, segundo a avaliação da agência.
  • Observadores ocidentais estimam cerca de trinta mil baixas russas por mês, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, citou entre quinze mil e vinte mil mortos por mês neste mês.
  • A Rússia estaria recrutando entre oitocentas e mil pessoas por dia, equivalentes a entre vinte e um mil por mês, para sustentar operações no Donbass.
  • A diretora da GCHQ destacou a cooperação entre Reino Unido e Estados Unidos, fortalecendo a parceria Five Eyes e ressaltando a proteção de infraestrutura crítica diante de avanços da criptografia quântica.

O chefe do serviço de inteligência britânico GCHQ afirmou que quase meio milhão de soldados russos foram mortos desde o início da invasão da Ucrânia, há mais de quatro anos. A estimativa foi apresentada em um discurso inaugural de Anne Keast-Butler em Bletchley Park, na Inglaterra, destacando que as operações russas teriam entrado em retração no campo de batalha pela primeira vez desde o fim de 2022.

Keast-Butler indicou que há novas informações de inteligência sugerindo esse patamar de perdas, sem apresentar um número exato. A estimativa é próxima de meio milhão, segundo a autoridade. A declaração occurreu enquanto o conflito permanece intenso no leste da Ucrânia e uma estratégia ucraniana busca superar as baixas russas para limitar novas entradas de efetivo.

Contexto do conflito

Especialistas ocidentais estimam que as baixas totais russas, entre mortos e feridos, estejam em torno de 30 mil por mês durante abril. Em comentários prévios, o Congresso dos EUA citou faixas de 15 mil a 20 mil mortos por mês. Observa-se uma pressão russa para capturar a região de Donbas, com impactos significativos no equilíbrio territorial do país.

As estimativas de recrutamento russo variam conforme fontes, com economistas estimando entre 800 e 1 mil recrutas diários, ou entre 25 mil e 31 mil por mês. Dados oficiais sobre o tema não são plenamente transparentes, dificultando a verificação independente.

Cooperação frente às ameaças

Em abril, o secretário britânico da Defesa mencionou que uma embarcação de guerra britânica e aeronaves acompanharam submarinos russos em operação de vigilância subaquática no Atlântico Norte, em uma ação de aproximadamente um mês. Keast-Butler defendeu a importância de manter a parceria entre Reino Unido e Estados Unidos, ressaltando que a aliança de inteligência permanece fundamental para a segurança de ambos os países.

A chefe do GCHQ enfatizou que a cooperação entre serviços de inteligência é histórica e robusta, abrindo espaço para a expansão da aliança Five Eyes com a participação da Austrália, Canadá e Nova Zelândia. O objetivo é fortalecer proteção a infraestruturas críticas, como cabos e oleodutos, especialmente nas águas britânicas, contra possíveis ataques cibernéticos e de vigilância.

Avanços tecnológicos e futuro da segurança

Keast-Butler sinalizou que o GCHQ, em conjunto com a NSA dos EUA, trabalha no desenvolvimento de algoritmos de segurança capazes de resistir a ataques de computadores quânticos, esperados para entrarem em operação nos próximos anos. A dirigente ressaltou que futuros avanços nessa área podem comprometer códigos e criptografia usados hoje, exigindo proteção das infraestruturas críticas.

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