- Estudo da Universidade Federal de Minas Gerais analisou cinquenta mil idosos, sendo onze mil brasileiros, ao longo de onze anos, e relacionou uso excessivo de celular a insônia, ansiedade e nomofobia entre os mais velhos.
- A pesquisa aponta que o tempo total diante da tela interfere no sono, com relatos de idosos que ficam acordados até tarde para usar o celular.
- Familiares citam necessidade de cuidado com conteúdos, prevenção a golpes e dependência digital entre pessoas da terceira idade.
- Não há um tempo “saudável” único; a qualidade do conteúdo e os efeitos emocionais — como ansiedade, angústia ou isolamento — devem ser avaliados.
- A leitura sugere ampliar o letramento digital e o acompanhamento da família para apoiar o uso responsável da tecnologia na terceira idade.
A pesquisa, realizada por pesquisadores de diferentes países, analisa o uso excessivo de telas em pessoas com mais de 60 anos. O foco é entender como o tempo dedicados a celulares pode influenciar a saúde mental e o sono.
A UFMG, em seu estudo, revisou os 20 trabalhos mais relevantes sobre o tema e confirmou a presença da nomofobia entre indivíduos mais velhos, ou seja, o receio de ficar desconectado. O levantamento acompanha tendências globais.
Ao todo, os pesquisadores acompanharam 50 mil idosos ao longo de 11 anos, sendo 11 mil brasileiras. O objetivo foi identificar associações entre uso intenso de dispositivos móveis e transtornos como insônia e ansiedade.
Metodologia e dados-chave
Os resultados indicam que o tempo elevado de tela está relacionado a distúrbios do sono na faixa etária, com relatos de cansaço e dificuldade para manter atividades diárias. A pesquisa aponta ainda vulnerabilidades diferentes entre os idosos.
Especialistas destacam que não basta a duração do uso; é essencial analisar a qualidade do conteúdo consumido e o impacto emocional. Conteúdos que geram ansiedade ou isolamento merecem atenção das famílias.
Desdobramentos e percepções
Relatos de idosos mostram variações: alguns se beneficiam de vídeos educativos e conexões com familiares, enquanto outros relatam consumo excessivo de aplicativos até altas horas. A necessidade de letramento digital fica evidente.
A equipe recomenda que a família acompanhe a vulnerabilidade dos mais velhos e proponha orientações para o uso saudável da tecnologia. O cuidado com o bem-estar digital é apontado como crucial.
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