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Cidades enfrentam falta de preparo para mudanças climáticas

A falta de adaptação climática expõe municípios a desastres e reforça a necessidade de ecossistemas colaborativos entre público, privado e terceiro setor

Enchente no Rio Grande do Sul — Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini
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  • 87,4% da população brasileira vive em cidades, totalizando 177,5 milhões de pessoas.
  • O Urban Adaptation Index aponta que 54,1% dos municípios têm baixa capacidade de adaptação climática.
  • Juiz de Fora, em fevereiro de 2026, teve mais de 66 mortos e mais de 8.500 desabrigados; a Defesa Civil atendeu 8.539 ocorrências e houve linhas de crédito abertas para 30 mil empresas.
  • Entre abril e maio de 2024, 478 municípios gaúchos foram atingidos por enchentes, 183 pessoas morreram, mais de 440 mil ficaram desabrigadas e os danos superaram R$ 10 bilhões.
  • Especialistas alertam para o Super El Niño, com 82% de chance de seca na Amazônia, incêndios no Mato Grosso do Sul e enchentes no Grande ABC entre junho e julho de 2026; destacam a necessidade de colaboração entre setor público, privado e terceiro setor para resiliência urbana.

A urbanização concentra 87,4% da população brasileira, ou 177,5 milhões de pessoas. Governo, empresas, políticas públicas e terceiro setor definem a qualidade de vida e a atratividade de cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Salvador.

Agora, a relação entre clima e cidades ganha destaque. O Urban Adaptation Index, da USP, aponta que 54,1% dos municípios têm baixa capacidade de adaptação climática. Exemplos reais evidenciam o despreparo de muitas cidades.

Cenário climático e impactos

Chuvas fortes atingiram Juiz de Fora no fim de fevereiro de 2026, com mais de 66 mortes e 8.500 desabrigados. A Defesa Civil atendeu 8.539 ocorrências, igualando médias de uma década. Linhas de crédito foram abertas para 30 mil empresas.

Entre abril e maio de 2024, o Rio Grande do Sul viveu uma das maiores enchentes da história. Quatrocentos e oitenta e oito municípios foram afetados, 183 pessoas morreram e mais de 440 mil deixaram suas casas. Os danos passaram de R$ 10 bilhões.

Cooperar para a resiliência urbana

Décadas de atuação fragmentada resultaram em ações isoladas de ESG, políticas públicas, projetos comunitários e conhecimento acadêmico. A necessidade é de orquestração entre público, privado e terceiro setor.

Especialistas alertam para o possível fenômeno Super El Niño, com seca na Amazônia, incêndios no Mato Grosso do Sul e enchentes no Grande ABC, estimados em 82% de chance entre junho e julho de 2026.

Lideranças precisam conectar diferentes atores para uma resiliência urbana efetiva. Competição entre setores não basta. A cooperação entre ecossistemas facilita talentos, investimentos e inovação.

A avaliação de que ambientes que aprendem a governar ecossistemas urbanos ganham atratividade é supportada por dados e cenários projetados. A articulação entre governos, empresas e organizações sociais passa a ser estratégica para o futuro das cidades.

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