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Explorando o cosmos com uma extensa rede de antenas

Primeira luz do protótipo do Next Generation Very Large Array (ngVLA) marca avanço na construção de antenas para estudar buracos negros e formação de planetas

Trabalhadores em um protótipo do Next Generation Very Large Array no Observatório Nacional de Radioastronomia, no Novo México
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  • Novo México recebe o ngVLA, um conjunto de 263 antenas de rádio que pode ter locais adicionais nos EUA, incluindo Texas, Arizona e norte do México.
  • O objetivo é investigar regiões internas de sistemas estelares que formam planetas, estudar condições químicas pré‑vida, caçar buracos negros supermassivos, entender a formação de estrelas e a evolução de galáxias, além de testar a gravidade de Einstein.
  • Na segunda-feira, 18 de maio, uma antena protótipo do ngVLA capturou sua primeira luz cósmica, com observações do Sol, de resíduos de uma supernova e de um buraco negro distante.
  • Radiotelescópios utilizam conjuntos de antenas para alcançar alta resolução, com exemplos existentes como o Very Large Array e o Very Long Baseline Array, além de outros projetos como o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array e o LOFAR.
  • Outros grandes conjuntos em desenvolvimento ao redor do mundo, como o Event Horizon Telescope e instalações na África do Sul e na Austrália, ajudam a ampliar a visão sobre o cosmos em diferentes partes do céu.

O ngVLA, um telescópio de rádio de última geração, está em construção no Novo México. Se financiado, terá 263 antenas distribuídas entre Novo México, Texas, Arizona e norte do México, com locais adicionais nos EUA. O objetivo é estudar formação de sistemas planetários, galáxias e buracos negros, ampliando a visão sobre o cosmos.

Os cientistas esperam usar a matriz para observar regiões centrais de sistemas estelares em formação, investigar condições químicas que antecedem a vida e caçar buracos negros supermassivos. A estrutura também ajudará a entender a formação de estrelas e a evolução galáctica.

A primeira fase envolve a construção de uma antena protótipo, considerada prioridade no plano de 10 anos para o ngVLA. Em 18 de maio, o Observatório Nacional de Radioastronomia informou que a protótipo captou a primeira luz cósmica, com observações de sol, restos de supernova e um buraco negro distante.

Progresso técnico e comparação com outros instrumentos

A proposta reúne discos menores com superfícies precisas para obter alta resolução na faixa de rádio. Hoje, o VLA e o VLBA representam referências no país, mas o ngVLA pretende unir resolução e cobertura em uma rede maior para alcançar detalhes até então inatingíveis.

Contexto global de radiotelescópios

Além do ngVLA, outros projetos internacionais avançam, como o Event Horizon Telescope, que reuniu dados de várias antenas para fotografar buracos negros. Na África do Sul e na Austrália, novos conjuntos de radiotelescópios devem ampliar a área de observação do céu em diferentes comprimentos de onda.

A equipe científica destaca que o ngVLA deve atuar como complemento a observatórios ópticos, infravermelhos e de outros comprimentos de onda. A combinação de dados de diversas sondas permitirá uma visão mais completa do universo.

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