- Estudo da UFMG associa uso excessivo de celular a insônia e ansiedade em pessoas com mais de 60 anos.
- Entre os idosos, o medo de ficar desconectado também é frequente.
- A pesquisa aponta que o uso de telas pode ocupar a rotina e comprometer atividades diárias.
- Terapeuta recomenda incluir os mais velhos no ambiente digital de forma educativa, para prevenir golpes e desinformação, sem ridicularizar.
- Sugere manter rotina rica fora das telas, com esportes, lazer e convivência familiar, para evitar isolamentos durante fins de semana.
Um estudo da UFMG associou o uso excessivo de celular a transtornos como insônia e ansiedade em pessoas com mais de 60 anos. A pesquisa também identificou um medo expressivo de ficar desconectado entre os idosos. Pesquisadores de várias regiões concentram esforços no tema.
A pesquisadora Renata Maria Silva Santos, terapeuta ocupacional do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da UFMG, explica que o estudo soma resultados de pesquisas internacionais sobre saúde mental na terceira idade. Os achados apontam impactos positivos e negativos do uso de telas.
Entre os idosos, a tendência é acreditar com mais facilidade em informações falsas, especialmente em grupos de mensagens que antes eram vistos como espaços confiáveis. O ritmo de uso das telas passa a competir com atividades diárias e convivência.
O que não é saudável, segundo a pesquisadora, é a tela ocupar o papel central na rotina. Quando isso ocorre, há redução de oportunidades de convivência e de realização de atividades normais do dia a dia. A situação é observada como preocupante pela comunidade científica.
A orientação é reduzir a dependência de dispositivos e promover inclusão digital responsável, com foco na defesa contra golpes e notícias falsas. A abordagem proposta enfatiza evitar ridicularização e infantilização, buscando apoio conjunto para uso saudável.
Além disso, a necessidade de manter uma rotina rica fora das telas é destacada. Práticas como prática de esporte, lazer e convivência presencial são enfatizadas para reduzir impactos negativos do uso excessivo de aparelhos. Em especial, manter momentos de convivência familiar é visto como essencial.
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