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Pediatra explica por que o Baby Gaps não é ideal para a alimentação do bebê

Pediatra afirma que o protocolo Baby Gaps não tem comprovação científica e que restringir frutas, leguminosas e grãos pode prejudicar o desenvolvimento infantil

Uma mulher de meia-idade com cabelos morenos e uma camiseta cor de vinho sorri ao responder uma pergunta.
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  • Pediatra alerta que o protocolo Baby Gaps, que restringe frutas, leguminosas e grãos, não tem comprovação científica e pode prejudicar o desenvolvimento infantil.
  • A prática tem ganhado espaço nas redes sociais, mas especialistas destacam os riscos de seguir métodos virais sem embasamento.
  • Recomenda-se manter o aleitamento materno exclusivo até os seis meses e, a partir disso, oferecer alimentos diversos para estimular o desenvolvimento.
  • Guias oficiais do governo devem orientar a introdução alimentar, com foco em sabores, cheiros e texturas variados, sob acompanhamento familiar.
  • A relação na hora da alimentação é essencial; o cérebro usa glicose, logo carboidratos são importantes, e restrições desnecessárias podem atrapalhar o aprendizado de comer.

O chamado Baby Gaps, prática de iniciar a alimentação de bebês com caldo e evitar frutas, leguminosas e grãos, ganhou atenção nas redes sociais. Pediatras do Brasil alertam que a técnica não é comprovada cientificamente e pode ser prejudicial ao desenvolvimento dos pequenos.

A recomendação é manter a alimentação complementar gradual e variada, com foco em nutrientes essenciais para o crescimento. A presidente do Departamento Científico de Nutrologia da SBP, Fabíola Suano, alerta para riscos de seguir métodos virais sem embasamento científico.

Segundo a especialista, o aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses, seguido de uma exposição gradual a sabores, odores e texturas. Ela ressalta a importância de guias oficiais do governo e de fontes confiáveis para orientar pais.

O debate envolve ainda a necessidade de evitar restrições desnecessárias que possam comprometer o desenvolvimento cerebral, já que o cérebro utiliza glicose como principal fonte de energia. A médica reforça que o manejo alimentar deve considerar o manejo familiar e a construção de hábitos duradouros.

A SBP orienta que ultraprocessados e açúcares devem ser evitados na primeira infância, especialmente antes dos dois anos, e que a alimentação deve ser acompanhada pela família durante as refeições. O foco é oferecer alimentação saudável com acompanhamento contínuo.

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