- Estudo publicado na Lancet afirma que mais de 1 milhão de novos casos de AVC anualmente nas Américas poderiam ser evitados com medidas de prevenção simples.
- Entre os fatores de risco, destacam-se hipertensão, colesterol alto, diabetes, obesidade, sedentarismo, tabagismo, má alimentação e poluição do ar.
- Fortalecer a atenção primária, ampliar o acesso a medicamentos e investir em educação em saúde são ações-chave para reduzir os casos.
- Práticas eficazes incluem atividade física, alimentação saudável, abandono do cigarro e controle da pressão arterial, do diabetes e do colesterol, podendo reduzir o risco de AVC em até 60%.
- Políticas públicas citadas incluem redução de sal em alimentos industrializados, aumento de impostos sobre cigarros e bebidas açucaradas, além de programas de atenção básica; telemedicina e ferramentas digitais ajudam a abarcar regiões vulneráveis.
Um estudo internacional publicado na The Lancet aponta que grande parte dos casos de AVC nas Américas poderia ser evitada com medidas simples de prevenção. Desigualdades no acesso à saúde são destacadas, principalmente na América Latina. O neurologista Octávio Pontes Neto cita hipertensão, colesterol alto, diabetes, obesidade, sedentarismo, tabagismo, má alimentação e poluição do ar como principais fatores, responsáveis por mais de 1 milhão de novos casos anuais no continente.
Fortalecer a atenção primária, ampliar o acesso a medicamentos e investir em educação em saúde aparecem como medidas centrais para reduzir os casos. A prática de atividade física, alimentação saudável, abandono do cigarro e controle da pressão arterial, do diabetes e do colesterol podem reduzir o risco em até 60%. Políticas públicas também são apontadas como necesarias.
Entre as estratégias, estão a redução de sal em alimentos industrializados, aumento de impostos sobre cigarros e bebidas açucaradas, e investimentos em programas de atenção básica. O estudo cita um programa de controle da hipertensão que já atua em 33 países das Américas. A telemedicina, agentes comunitários de saúde e ferramentas digitais ajudam a ampliar a prevenção em regiões vulneráveis.
Medidas de prevenção e impactos
O levantamento destaca que ampliar o alcance de serviços de saúde e educação pode reduzir incidência de AVC. A pesquisa ressalta a importância de implementação rápida de políticas públicas para gerar queda sustentável nos fatores de risco. O grupo de especialistas recomenda monitoramento contínuo e atuação multissetorial para ampliar o alcance das ações.
Desafios de acesso e implementação
Desigualdades regionais persistem, com maior dificuldade de afro-latinos e comunidades pobres no acesso a tratamento. A pesquisa aponta necessidade de financiamento estável, capacitação de profissionais e integração entre níveis de cuidado. A combinação de ações individuais e estruturais é considerada essencial para redução efetiva dos casos.
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