- O ministro da Saúde anunciou um projeto-piloto no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, para testar a semaglutida sintética brasileira, batizada Ozivy, na rede pública.
- A medicação é a primeira com tecnologia nacional aprovada pela Anvisa e será usada no tratamento de obesidade, diabetes e problemas cardíacos.
- O objetivo é acompanhar a resposta dos pacientes do SUS e avaliar a viabilidade de uso em larga escala, além do acondicionamento em casa.
- O ministro afirmou que a oferta pode ajudar a reduzir a fila de cirurgia bariátrica, ao apresentar alternativa médica para pacientes elegíveis.
- A distribuição pelo SUS depende de avaliação pela Conitec e aprovação do Ministério da Saúde, com a produção local citada como forma de maior segurança de fornecimento e possíveis impactos no preço.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou um projeto-piloto para testar a semaglutida sintética brasileira, análoga ao Ozempic, na rede pública. O estudo será realizado no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre (RS), e visa estabelecer o protocolo de uso da medicação na obesidade, diabetes e problemas cardíacos.
O objetivo é acompanhar a resposta dos pacientes do SUS e avaliar a viabilidade de uso em larga escala. Padilha destacou a importância de entender o acondicionamento e a adesão domiciliar ao tratamento, com previsão de início em breve.
O ministro também afirmou que a iniciativa pode ajudar a reduzir a pressão sobre o sistema cirúrgico, especialmente a fila de cirurgia bariátrica. A produção local busca reduzir riscos de interrupção por crises globais.
Medicamento brasileiro
Ozivy é a primeira caneta de semaglutida sintética produzida no Brasil e foi aprovada pela Anvisa nesta terça-feira. O fármaco utiliza o mesmo princípio ativo do Ozempic, mas é um produto novo e análogo de origem sintética.
A produção nacional veio após a queda de patente do medicamento dinamarquês no Brasil, em 20 de março. O registro foi solicitado pela EMS/SA em 2023, após comprovação de eficácia, segurança e qualidade.
A aprovação de uso clínico pela Anvisa não significa venda imediata. A comercialização depende da aprovação do preço máximo pela CMED, órgão responsável pela regulação de preços de medicamentos.
Para a incorporação pelo SUS, Ozivy deverá passar pela avaliação da Conitec e receber a recomendação final do Ministério da Saúde. A seção técnica acompanha as etapas regulatórias até a implementação.
O ministro destacou que a ampliação da produção por mais empresas pode gerar empregos, renda e reduzir o custo para o sistema público. A competição entre fabricantes é apontada como caminho para preços mais acessíveis.
O anúncio ocorre em meio a discussões sobre estratégias de manejo da obesidade, diabetes e doenças cardíacas no sistema público. A expectativa é ampliar o acesso a tratamentos com evidência clínica consolidada.
Observação: a medida depende de avaliações técnicas e regulatórias, além de custos e planejamento logístico para distribuição pelo SUS. As informações são sujeitas a atualizações oficiais.
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