- O TEDx Amazônia será realizado no Equador pela primeira vez, de 27 a 30 de agosto, em Baños e Puyo, em parceria com o TEDxQuito.
- O evento ressalta a interdependência entre Amazônia e Andes, lembrando que 40% da floresta está fora do Brasil, em oito países.
- Os participantes viajarão de Puyo a Baños de ônibus para evidenciar a conexão entre ecossistemas.
- Desafios discutidos incluem garimpo ilegal, saúde nas comunidades tradicionais, e gargalos da bioeconomia e dos mecanismos climáticos, com fundos como o Fundo de Florestas Tropicais ainda insuficientes frente aos cerca de R$ 150 bilhões necessários.
- A curadoria prioriza descentralização: o Brasil ficará com até um terço dos palestrantes, com participação de organizaçãoesas internacionais, e o evento é gratuito, com pré-inscrições abertas.
A edição 2026 do TEDx Amazônia marca a primeira passagem do evento para fora do Brasil, atravessando fronteiras do bioma para o Equador. O encontro ocorre de 27 a 30 de agosto, em Baños e Puyo, em parceria com o TEDx Quito. O objetivo é mostrar a interdependência entre a Amazônia e os Andes, com foco em água, clima e comunidades.
A ideia central é ampliar a visão sobre a região, que abriga 40% da floresta fora do território brasileiro, distribuída por oito países. A transição para o Equador reforça a necessidade de usar o território como narrativa do evento, conectando as paisagens entre Puyo e Baños.
A organização enfatiza que o avanço vem não apenas de simbolismo, mas de evidências científicas sobre a relação entre ecossistemas. A proposta envolve uma viagem de ônibus entre as cidades, destacando a visibilidade da conexão entre Amazônia e Andes.
Sobre o formato e a curadoria
A escolha de descentralizar a curadoria busca diversidade de vozes, com até 1/3 dos palestrantes vindos do Brasil. O restante virá de outros países amazônicos, com peso relevante ao Equador. Entidades ambientais integram o conselho consultivo, como Amazon Watch, Conservation International e The Nature Conservancy.
Desafios e perspectivas
Entre os temas, a gestão de recursos naturais e a economia da floresta ganham foco. O garimpo ilegal é apontado como crise de saúde em comunidades tradicionais, alimentado pela demanda por minerais críticos. A bioeconomia surge como alternativa, mas depende de escala e distribuição de recursos.
Finanças e críticas aos mercados de carbono
O Fundo de Florestas Tropicais foi apresentado como apoio, mas carrega dúvidas sobre sua eficácia. Estima-se que o valor necessário para sustentar comunidades florestais alcance valores bem maiores que os recursos já disponíveis. Líderes indígenas criticam parte dos mercados de carbono como possível reiterar modos de colonização.
Participação internacional e acessibilidade
O TEDx Amazônia mantém entrada gratuita, com inscrições abertas. A organização destaca a participação de organizações internacionais e locais para ampliar a rede de apoio à região amazônica. A iniciativa aposta na presença regional para ampliar o diálogo sobre conservação e desenvolvimento.
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