- Cientistas anunciaram a descoberta de uma nova espécie de polvo no oceano próximo às Ilhas Galápagos, batizada de Microeledone galapagensis.
- O polvo azul tem tamanho de bola de golfe e foi visto pela primeira vez há mais de dez anos, em 2015, a cerca de 1.768 metros de profundidade.
- A espécie foi coletada para estudo e levada à Estação de Pesquisa Charles Darwin, em Santa Cruz, antes de seguir ao Field Museum, em Chicago.
- A análise envolveu microtomografias computadorizadas, permitindo a construção de um modelo 3D que retrata tanto a parte externa quanto a interna do animal.
- O estudo foi publicado em 25 de maio na revista Zootaxa, com a pesquisadora Janet Voight destacando a raridade de ver polvos tão profundos.
Um polvo azul, do tamanho de uma bola de golfe, foi identificado como nova espécie nas águas próximas às Ilhas Galápagos, a cerca de 1 mil quilômetros da costa do Equador. O animal foi batizado como Microeledone galapagensis.
A descoberta envolve uma equipe liderada pela pesquisadora Janet Voight. O estudo foi publicado no jornal científico Zootaxa na segunda-feira, 25 de maio, e descreve o potencial significado da espécie para o conhecimento sobre a vida nas profundezas do Pacífico tropical.
Descoberta e amostragem
O primeiro registro ocorreu em 2015, quando robôs submarinos captaram o polvo a 1.768 metros de profundidade. Além dele, outros dois indivíduos da mesma espécie foram avistados no mesmo dia e coletados para estudo.
Os espécimes foram levados à Estação de Pesquisa Charles Darwin, na ilha de Santa Cruz, Galápagos, para preservação em álcool e formalina. Posteriormente, a espécie foi encaminhada ao Field Museum, em Chicago, para estudo detalhado.
Análise e construção de modelo
Para entender a anatomia, a equipe realizou microtomografias computadorizadas, permitindo a construção de um modelo 3D. A técnica revelou tanto a aparência externa quanto detalhes internos do animal.
Voight ressalta a importância do material disponível: apenas um espécime foi desmontado para estudo de partes como boca, bico e dentes, o que exigiu cuidado para preservar o exemplar. A descoberta amplia o conhecimento sobre espécies que vivem em profundidades extremas.
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