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Desmatamento cai abaixo de 1 milhão de hectares pela primeira vez em seis anos

Desmatamento fica abaixo de um milhão de hectares em 2025, queda de 20% e Cerrado e Amazônia concentram 84% da devastação

Desmatamento no Brasil fica abaixo de um milhão de hectares pela primeira vez em seis anos
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  • Em 2025, o desmatamento no Brasil ficou abaixo de um milhão de hectares pela primeira vez em seis anos, com queda de vinte por cento em relação ao ano anterior.
  • Ainda assim, o país perdeu quase setecentos mil hectares de vegetação nativa (cerca de 985 mil hectares) no período, sendo uma área maior que a cidade de Campo Grande (MS).
  • Cerrado e Amazônia foram os biomas mais afetados, juntos respondendo por cerca de oitenta e quatro por cento do desmatamento; o estado do Pará aparece como o com maior área desmatada nos últimos sete anos.
  • No Pará, o desmatamento caiu quarenta por cento em relação a 2024, mas a expansão da agropecuária e o avanço urbano sobre áreas de floresta continuam contribuindo para a perda.
  • A Mata Atlântica registrou redução de quase cinco por cento; terras indígenas e unidades de conservação aparecem entre as áreas mais preservadas, segundo o Map Biomas.

Pela primeira vez em seis anos, o desmatamento no Brasil ficou abaixo de 1 milhão de hectares, anunciado pelo Map Biomas. Em 2025, houve queda de 20%. Ainda assim, a área perdida de vegetação nativa somou quase 985 mil hectares, pouco menos que a cidade de Campo Grande (MS).

Apesar da redução, o ritmo da devastação preocupa. Cerrado e Amazônia responderam por 84% do desmatamento. O Pará aparece como o estado com maior área desmatada nos últimos sete anos, mesmo registrando queda de 40% em 2025 ante 2024.

A expansão da agropecuária continua sendo a principal responsável pelo desflorestamento. Além disso, o avanço urbano sobre áreas de floresta, sobretudo na Amazônia, tem ganhado relevância no recorte de 2025. A Mata Atlântica registrou redução de quase 5%.

Contexto regional e fatores

Segundo o Map Biomas, a queda de 2025 ocorreu em parte pela mudança de padrões de desmatamento, antes concentrado em funções florestais e hoje vinculado a áreas de savana, associadas à expansão do setor agropecuário.

Além das áreas de floresta, terras indígenas e unidades de conservação aparecem como as mais preservadas, mantendo-se como pilares da proteção ambiental no levantamento.

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