A forte onda de calor que atingiu a Europa no fim de junho provocou um aumento expressivo da mortalidade no continente. Dados do Monitor de Mortalidade Europeu, o EuroMOMO, mostram que a 26ª semana epidemiológica de 2026, período em que as temperaturas atingiram níveis recordes em diversos países, registrou 10.651 óbitos acima do esperado para a época do ano.
Desse total, 9.786 ocorreram entre pessoas com 65 anos ou mais, cerca de 92% das mortes excedentes.
A forte onda de calor que atingiu a Europa no fim de junho provocou um aumento expressivo da mortalidade no continente. Dados do Monitor de Mortalidade Europeu, o EuroMOMO, mostram que a 26ª semana epidemiológica de 2026, período em que as temperaturas atingiram níveis recordes em diversos países, registrou 10.651 óbitos acima do esperado para a época do ano.
Desse total, 9.786 ocorreram entre pessoas com 65 anos ou mais, cerca de 92% das mortes excedentes.

Dados da Euromomo mostram mais de 10 mil mortes excedentes na Europa em junho | Reprodução/Euromomo
Nas faixas etárias mais jovens, o excesso de mortalidade foi significativamente menor. O levantamento aponta 859 mortes excedentes entre pessoas de 45 a 64 anos, 141 entre 15 e 44 anos e 59 entre crianças e adolescentes de 0 a 14 anos.
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A semana analisada pelo EuroMOMO corresponde ao período de 22 a 28 de junho, quando uma intensa onda de calor atingiu principalmente a Europa Ocidental. França, Espanha, Reino Unido e Bélgica registraram temperaturas recordes, interrupções no fornecimento de energia, fechamento de escolas e pressão sobre os serviços de saúde.
🔍O EuroMOMO reúne dados de mortalidade de 27 países e territórios participantes: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Israel, Itália, Letônia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Portugal, Reino Unido (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte), Suécia e Suíça.🔍
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Segundo a organização, a mortalidade é um dos principais indicadores de saúde pública e seu monitoramento permite identificar rapidamente aumentos inesperados no número de mortes. As informações também são utilizadas para avaliar o impacto de eventos extremos, como ondas de calor e frio intenso, além de surtos de doenças e outras ameaças à saúde pública.
O indicador mede a diferença entre o número de mortes observado e o esperado para cada período, considerando o padrão histórico de mortalidade.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa alertou que as ondas de calor estão se tornando mais frequentes, intensas e prolongadas em razão das mudanças climáticas. Segundo o órgão, o continente europeu aquece em ritmo superior ao da média global, tornando eventos extremos como o registrado em junho cada vez mais comuns e aumentando os riscos para grupos vulneráveis, especialmente idosos e pessoas com doenças crônicas.
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