- O Senado realizou debate sobre El Niño, com a CCT e sessão temática no Plenário para discutir prevenção e resposta ao fenômeno.
- Cientistas projetam que este El Niño pode ser excepcionalmente forte, com queda de chuvas no Norte e Nordeste e aumento na Região Sul e em parte de Mato Grosso do Sul e de São Paulo.
- Parlamentares defendem ações nacionais de prevenção integradas, afirmando que respostas fragmentadas não são tão eficazes.
- O Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais aponta que ainda é cedo para confirmar a intensidade, mas já há impactos observados em El Niño moderado.
- Profissionais destacam a importância de monitoramento diário, uso da Defesa Civil Alerta nacional desde 2025 e que investir em prevenção reduz custos e fatalidades futuras.
Na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, debateu-se nesta semana a atuação integrada contra o El Niño, destacado como possível combalente à população e à economia brasileira em 2026 e 2027. O objetivo é ampliar ações preventivas e reduzir vulnerabilidades, com participação de especialistas.
Em audiência da CCT, debatedores defenderam que medidas de prevenção não devem ser fragmentadas, sob pena de pouca eficácia. O tema foi retomado na sessão de debate temático no Plenário, marcada para quinta-feira, com interlocução entre senadores e especialistas.
O El Niño é um aquecimento anômalo das águas do Pacífico equatorial, capaz de alterar o clima global. Pesquisadores indicam que este ano o fenômeno pode ser especialmente intenso, elevando riscos de eventos climáticos extremos.
Prevenção e atuação conjunta
Liderada pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), a discussão enfatizou ações sincronizadas e com economia de recursos. Conselhos apontaram impactos de desastres e a necessidade de planos nacionais de prevenção.
O senador Wellington Fagundes (PL-MT) destacou que Mato Grosso, relevante produtor de grãos, carne e algodão, pode enfrentar seca extrema e impactos ambientais, econômicos e sociais. Ele pediu medidas imediatas de prevenção e responsabilidade pública.
Percepção de risco, monitoramento e resposta
O Cemaden, representado por José Antônio Marengo Orsini, sinalizou que ainda é cedo para confirmar uma edição forte do El Niño, mas citou impactos já observados em anos moderados. A tendência é de menor chuva no Norte/Nordeste e mais chuva no Sul e áreas de Mato Grosso do Sul na primavera.
Especialistas ressaltaram que o monitoramento diário, planos de contingência e comunicação à população são cruciais. O Inmet apontou que a atuação integrada entre instituições precisa ser constante e eficiente.
Impactos regionais e agropecuária
Entre os temas, destacaram-se impactos na agricultura brasileira, com perdas econômicas significativas em anos de fenômeno climático adverso. Embrapa apontou que o país enfrenta maior calor e estiagem, elevando custos e riscos para a produção.
A reitora da UFRGS, Márcia Barbosa, comentou o efeito dos extremos climáticos em instituições e comunidades, citando a necessidade de ampliar a previsibilidade com centros e observatórios especializados.
Região Amazônica e outras áreas
Pesquisadores do Museu Goeldi mostraram preocupações com incêndios na Amazônia, reforçando que o El Niño chega a uma região já fragilizada por desmatamento e secas. O relatório apontou que 69% dos municípios da Amazônia Legal tiveram seca no primeiro semestre de 2024.
Participaram ainda representantes da UFRGS e da Furg, além de docentes da UFRGS, que sublinharam a importância de políticas públicas baseadas em ciência para reduzir danos.
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