- Dados do Lenad de 2023 mostram que, entre adolescentes de 14 a 17 anos, 10,5% das meninas usam produtos fumígenos, contra 8,3% dos meninos.
- A OMS estima que 15 milhões de adolescentes entre 13 e 15 anos usam cigarros eletrônicos no mundo, e jovens têm nove vezes mais risco de vício que adultos.
- Em 2024, a proporção de fumantes adultos nas capitais brasileiras subiu 25% em um ano, apesar de décadas de políticas públicas de redução do tabagismo.
- Integrantes do Girl Up Brasil, em parceria com a ACT Promoção da Saúde, participaram de protesto na avenida Paulista, ligado ao Dia Mundial Sem Tabaco de 2026.
- O Brasil mantém avanços regulatórios: Lei Antifumo, imposto seletivo sobre tabaco, e proibição de cigarros eletrônicos pela Anvisa, enquanto novos produtos de nicotina ganham espaço nas redes sociais.
O Dia Mundial Sem Tabaco ganhou contornos de alerta ao falar sobre o consumo entre jovens. Dados do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas de 2023 indicam que 10,5% das meninas de 14 a 17 anos usam produtos fumígenos, ante 8,3% dos meninos. A diferença de gênero é relevante no diagnóstico brasileiro.
A OMS estima que 15 milhões de adolescentes entre 13 e 15 anos já usam cigarros eletrônicos no mundo, e que jovens têm nove vezes mais chances de se viciar do que adultos. Os números reforçam a urgência de ações de prevenção voltadas ao público jovem.
Atuação de organizações e movimento público
Em 2024, a proporção de fumantes adultos nas capitais brasileiras subiu 25% em apenas um ano, conforme dados do Ministério da Saúde. O cenário evidencia o desafio de manter a queda do tabagismo mesmo com políticas consolidadas.
A reabertura de mercados para nicotina acompanha a evolução regulatória: publicidade de cigarros eletrônicos se amplia nas redes sociais, enquanto o marco regulatório busca acompanhar o ritmo da indústria. Novos produtos sem tabaco exploram lacunas legais.
Protesto na Paulista e participação de jovens
No último domingo, integrantes da Girl Up Brasil, em parceria com a ACT Promoção da Saúde, ocuparam a Avenida Paulista contra o uso de cigarros eletrônicos. As jovens carregavam faixas que detalham estratégias da indústria para caber na mochila dos adolescentes.
Entre relatos televisivos, relatos de participantes destacaram a influência estética e o impacto do marketing de nicotina. A mobilização integra a campanha global F*Nicotine, alinhada às ações de combate ao vício entre jovens.
Isabella, jovem de 21 anos e ativista da causa, relembra que a indústria atua de forma persistente e calcula que o efeito alcança meninas em maior risco. A mobilização sinaliza que a resposta institucional precisa ampliar a participação de jovens e sociedade civil.
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