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Pesquisa revela riqueza invisível no subsolo de São Paulo

Minhocas recém-descobertas na Embrapa Canchim indicam biodiversidade do solo e eficácia de sistemas integrados de produção na agricultura regenerativa

Articulista afirma que áreas produtivas podem conservar espécies nativas mesmo sob uso agrícola intensivo, desde que o manejo respeite princípios conservacionistas; na imagem, pesquisadora segurando uma minhoca
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  • Pesquisadores da Embrapa identificaram duas novas minhocas na Fazenda Canchim, em São Carlos, interior de São Paulo: Fimoscolex bernardii e Glossoscolex canchim.
  • As espécies foram encontradas em áreas de produção manejadas com sistemas integrados de cultivo, demonstrando boa integração entre lavoura e manejo do solo.
  • A descoberta, publicada em abril na revista internacional Zootaxa, reforça a ideia de que práticas agrícolas sustentáveis ajudam a preservar a biodiversidade do solo.
  • Minhocas são chamadas de “engenheiras do ecossistema” por facilitar infiltração de água, decomposição de matéria orgânica e ciclagem de nutrientes, melhorando a estrutura do solo.
  • O estudo destaca que, apesar de cerca de 336 espécies já descritas no Brasil, a estimativa é de que o país possa ter mais de 1.400, evidenciando o vasto desconhecimento sobre a fauna subterrânea.

Duas novas espécies de minhocas foram identificadas na Fazenda Canchim, unidade da Embrapa em São Carlos, no interior de São Paulo. Fimoscolex bernardii e Glossoscolex canchim foram encontradas em áreas agrícolas manejadas com sistemas integrados de produção. A confirmação ocorreu em estudo divulgado pela Embrapa.

Pesquisadores envolvidos na descoberta são Marie Luise Carolina Bartz, da Universidade Federal de Santa Catarina, George Brown, da Embrapa Florestas, e Lilianne Maia Brux, da Universidade Federal do Paraná. o achado foi publicado na revista internacional Zootaxa, em artigo apresentado em abril. A notícia indica que as minhocas funcionam como indicadores da biodiversidade do solo.

Os minhocários atuam na melhoria da infiltração de água, decomposição de matéria orgânica e ciclagem de nutrientes. Esses papéis fortalecem a saúde do solo e a resiliência das lavouras, especialmente em sistemas integrados de produção que envolvem cultivo, pecuária e árvores.

Resultados

O estudo reforça a visão de que áreas produtivas bem manejadas podem conservar espécies nativas mesmo com uso agrícola. Embrapa destaca que a biodiversidade do solo tem ganhado relevância como indicador de sustentabilidade, ao lado de métricas de produtividade.

O Brasil já descreveu cerca de 336 espécies de minhocas; especialistas estimam que o total real possa superar 1.400. Isso revela o vasto desconhecimento sobre a fauna subterrânea. O solo é considerado pela comunidade científica a “última fronteira da biodiversidade”.

O momento atual favorece a adoção de modelos de agricultura regenerativa e de baixa emissão de carbono. O Brasil, com a Embrapa na liderança, se posiciona como referência internacional em sistemas integrados de produção tropical.

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