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PMMA no rosto: como identificar sinais de aplicação indevida

Alerta sobre PMMA no nariz: diagnóstico por imagens, direitos do paciente e riscos de complicações tardias, com remoção parcial apenas quando segura

PMMA no rosto: saiba como identificar material após rinoplastia
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  • Ju Massaoka revelou ter encontrado PMMA no nariz sem consentimento, o que quase comprometeu a estrutura nasal.
  • O PMMA é um material permanente e não é indicado para uso estético facial, principalmente no nariz, por apresentar vascularização complexa.
  • Pacientes têm direito ao prontuário completo, incluindo lote, fabricante e composição; exames de imagem ajudam quando o histórico não está disponível.
  • A remoção total nem sempre é segura, pois o PMMA se injeta entre músculos e tecidos nobres, podendo causar necrose ou sequelas; às vezes o tratamento foca no controle da inflamação.
  • O diagnóstico envolve combinação de histórico e exames de imagem (ultrassom, ressonância, tomografia) e, em alguns casos, confirmação só com avaliação clínica ou cirurgia.

O PMMA no rosto acende alerta sobre uso indevido de substâncias permanentes em procedimentos estéticos. A repórter Ju Massaoka revelou ter descoberto a presença do material no nariz sem consentimento, o que quase comprometeu a estrutura nasal e motivou busca por tratamento.

Cirurgiões consultados pelo Metrópoles explicam que o PMMA é composto por microesferas sintéticas e não é recomendado para uso estético facial, especialmente no nariz, por apresentar vascularização complexa. A presença do material pode levar a inflamações crônicas, infecções tardias e deformidades ao longo do tempo.

É destacado que o paciente tem direito ao prontuário e a etiquetas de rastreabilidade com lote, fabricante e composição do produto. Quando o histórico não está disponível, exames de imagem ajudam a mapear substâncias infiltradas, mas a identificação exata pode depender da correlação clínica.

Sinais de alerta e diagnóstico

Para quem suspeita da presença de PMMA em procedimentos antigos, sinais como endurecimento, dor local, vermelhidão, inchaço sem causa, assimetrias e alterações de pele indicam necessidade de avaliação médica especializada. Caso o prontuário não exista, podem ser usados ultrassom, ressonância ou tomografia para investigar.

Os especialistas ressaltam que os exames têm limitações. A confirmação depende da relação entre histórico, achados radiológicos e, em alguns casos, avaliação cirúrgica. Ainda assim, a detecção precoce facilita a decisão sobre o tratamento mais seguro.

Os médicos ressaltam que o PMMA, quando empregado na região nasal, pode gerar inflamações crônicas, infecções tardias, granulomas e necrose de pele. Complicações podem surgir anos após a aplicação, especialmente sob gatilhos como traumas, queda de imunidade ou novos procedimentos.

Obrigações e opções de tratamento

Se o histórico não estiver disponível, o médico pode orientar sobre retirada parcial ou total, com avaliação de risco. A remoção completa nem sempre é segura, pois o PMMA se aloja entre músculos e tecidos nobres da face, podendo causar cicatrizes ou danos.

Quando a retirada total é contraindicada, o foco é o controle da inflamação crônica com estratégias que incluem antibióticos, corticoides, imunomoduladores e terapias regenerativas. Tecnologias como laser e ultrassom microfocado podem contribuir para preservar função e estética.

A decisão de realizar cirurgia de remoção é individualizada. Em casos estáveis sem inflamação ativa, a não intervenção pode ser mais segura. Em situações de infecção, dor persistente ou deterioração estética progressiva, a cirurgia pode ser considerada, sempre avaliando riscos de necrose e danos nervosos.

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