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Vape e telas aceleram envelhecimento precoce e estimulam estética regenerativa

Vape e uso de telas aceleram envelhecimento cutâneo, promovem degradação do colágeno e elevam procura por estética regenerativa

Vape (Foto: AI)
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  • O cigarro eletrônico aumenta o estresse oxidativo e a inflamação, prejudicando o colágeno e a renovação da pele.
  • Além do vape, privação de sono, estresse crônico, consumo excessivo de açúcar, ultraprocessados e exposição contínua às telas aceleram o desgaste cutâneo.
  • A glicação, causada pelo açúcar, endurece o colágeno e a elastina, reduzindo o viço da pele.
  • A luz azul das telas é investigada por desgaste celular e interferência no ciclo do sono.
  • O mercado de beleza está migrando de preenchimentos para estética regenerativa e bioestimulação, com hidroxiapatita de cálcio em evidência para estimular o colágeno.

O envelhecimento da pele hoje não depende apenas do sol e do cigarro tradicional. Dados recentes destacam o cigarro eletrônico como novo aliado do estresse oxidativo e da inflamação celular, prejudicando o colágeno e a renovação cutânea. O tema ganhou espaço na dermatologia.

Além disso, hábitos modernos agravam o desgaste da pele. Privação de sono, estresse crônico, consumo excessivo de açúcar e alimentos ultraprocessados reduzem a capacidade de reparo celular. A exposição contínua a telas também é apontada como fator de desgaste.

A glicação, provocada pelo excesso de açúcar, endurece proteínas da pele como o colágeno e a elastina, contribuindo para a perda de viço. A luz azul das telas, embora menos agressiva que a solar, interfere no ciclo do sono e no metabolismo celular.

Potenciais impactos e respostas dermatológicas

Dra. Joana Petito Magnavita afirma que o corpo reage rapidamente aos hábitos diários, levando à degradação do colágeno e à inflamação constante. O efeito é a redução da capacidade de reparo da pele ao longo do tempo.

Quando o quadro se mantém, o envelhecimento acelera e a firmeza da pele fica comprometida. Observa-se que o colágeno depende da capacidade de reparo celular para manter a elasticidade e a sustentação.

A indústria de beleza tem respondido com mudanças de foco. Em vez de apenas volume imediato, há maior ênfase em estética regenerativa e bioestimulação, com ativos como hidroxiapatita de cálcio para estimular o colágeno.

Mudanças no perfil de pacientes e práticas

Bernardo Magalhães, diretor executivo de uma clínica de estética, diz que o público atual busca firmeza e sustentação ao longo do tempo. A estética regenerativa passa a priorizar preservação do colágeno acima de ganhos rápidos.

Ele acrescenta que muitos pacientes já não procuram apenas moldar traços, mas manter qualidade da pele. A tendência é tratar a pele como um sistema que exige cuidado contínuo e reparo celular.

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