- Câncer de ovário é um dos tumores ginecológicos mais agressivos; estima-se cerca de 8 mil novos casos por ano no Brasil no triênio 2026-2028, com aproximadamente 70% dos diagnósticos em estágios avançados.
- Sinais silenciosos incluem inchaço abdominal persistente, sensação rápida de estômago cheio, dor abdominal ou lombar recorrente, alterações intestinais, aumento do volume abdominal, perda de peso inexplicada e histórico familiar de câncer.
- Muitas mulheres confundem os sintomas com envelhecimento ou menopausa, atrasando a avaliação médica; exames como ultrassom transvaginal, ressonância magnética e testes genéticos ajudam na investigação precoce.
- O envelhecimento da população pode ampliar a incidência da doença; o IBGE projeta que, em 2070, 37,8% dos brasileiros terão 60 anos ou mais.
- Avanços da medicina de precisão, incluindo inibidores de PARP para tumores com mutações BRCA1/BRCA2 e Deficiência de Recombinação Homóloga, ampliam opções terapêuticas personalizadas.
O câncer de ovário é um dos tumores ginecológicos mais agressivos e silenciosos, especialmente após os 50 anos. A demora no diagnóstico ocorre porque os sintomas são inespecíficos e muitas vezes confundidos com alterações hormonais ou digestivas.
Com o envelhecimento da população, a incidência tende a aumentar. O IBGE projeta que, em 2070, 37,8% dos brasileiros terão 60 anos ou mais, o que eleva a importância do diagnóstico precoce para doenças relacionadas à idade, como o câncer de ovário.
Segundo o médico Cristovam Scapulatempo Neto, do Delboni, da Dasa, a doença apresenta alta mortalidade. Estima-se que 70% dos casos sejam descobertos em estágios avançados. O Brasil pode registrar cerca de 8 mil novos diagnósticos entre 2026 e 2028.
Sinais silenciosos
Entre os sinais a observar estão: inchaço abdominal persistente, sensação de estômago cheio ao comer pouco, dor abdominal ou lombar recorrente, alterações intestinais sem explicação, aumento do volume abdominal, perda de peso inexplicada e histórico familiar de câncer de mama ou ovário, especialmente com mutações BRCA1/BRCA2.
A percepção de mudanças no corpo costuma ocorrer como parte do envelhecimento, o que atrasa a busca por avaliação médica. Mulheres podem interpretar sintomas como reflexos da menopausa ou digestão lenta, atrasando o diagnóstico.
Exames e diagnóstico precoce
Não há método de rastreamento eficaz para a população em geral, diferente do que ocorre com mama ou colo do útero. Assim, o acompanhamento ginecológico regular e a avaliação individualizada são essenciais. Exames comuns incluem ultrassom transvaginal, ressonância magnética e testes genéticos quando há histórico familiar.
Avanços em genética e tratamento
A medicina de precisão tem influenciado o cuidado com o câncer de ovário. Exames genéticos identificam mutações hereditárias e orientam tratamentos mais personalizados. A oncologia mira terapias mais precisas para melhorar resultados clínicos.
Entre os avanços estão os inibidores de PARP, usados sobretudo em pacientes com mutações BRCA1/BRCA2 e tumores com HRD, ampliando as opções terapêuticas. Desse modo, a identificação de alterações moleculares é cada vez mais central no manejo da doença.
Fonte: especialistas do Delboni e da Dasa.
Créditos: Bárbara Cheffer.
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