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Primeiro motor de usina térmica movido a etanol entra em operação em junho PE

Motor de termelétrica movido a etanol, com 4 MW, inicia testes em junho em Pernambuco, visando redução de emissões e maior resiliência ao intermittente solar e eólica

Motor de termelétrica movido a etanol na usina Suape 2, em Cabo de Santo Agostinho (PE)
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  • O motor de 4 MW movido a etanol será testado pela primeira vez na usina Suape 2, em Cabo de Santo Agostinho (PE), com mistura de 97% de etanol e 3% de biodiesel, a partir de junho.
  • O projeto, orçado em 60 milhões de reais, é realizado pela Suape Energia em parceria com a finlandesa Wärtsilä; a unidade já funciona desde 2012 e passa a servir como laboratório de tecnologia.
  • Durante quatro mil horas de testes, o equipamento poderá gerar energia suficiente para atender cerca de 16,5 mil residências e consumirá aproximadamente 6 milhões de litros de combustível.
  • A substituição por etanol reduziria em cerca de 80% as emissões de gases de efeito estufa em comparação com óleo combustível, além de quedas em dióxido de enxofre, óxido nitroso e material particulado.
  • A empresa pretende ampliar a geração com etanol para 600 MW nos próximos anos, ajudando a compensar a intermitência de energia solar e eólica e fortalecer a confiabilidade do sistema elétrico.

A usina térmica Suape 2, localizada em Cabo de Santo Agostinho (PE), deve iniciar em junho os testes de um motor movido a etanol, com mistura de 97% de etanol e 3% de biodiesel. O objetivo é demonstrar a viabilidade da tecnologia e explorar a redução de emissões na geração de energia.

O projeto, orçado em R$ 60 milhões, é desenvolvido pela Suape Energia em parceria com a Wärtsilä, fabricante finlandesa. A usina já recebeu o motor de 4 MW e passará por 4.000 horas de testes de desempenho e eficiência. O conjunto pode abastecer cerca de 16,5 mil residências nesse ciclo de avaliação.

A iniciativa é vista como pioneira no mundo e busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis na geração elétrica. Segundo Adriano Marcolino, gerente da Wärtsilä, a usina a etanol reduz significativamente emissões de gases de efeito estufa e de poluentes como dióxido de enxofre, óxido nitroso e material particulado, em comparação com óleo combustível.

Contexto e impactos

A inovação também busca aumentar a resiliência do sistema elétrico diante da intermitência das fontes solar e eólica. O governo federal tem contratado termelétricas para assegurar o abastecimento, mas com custos ambientais elevados. A tecnologia de etanol pode oferecer uma complementaridade, segundo o executives da Wärtsilä.

A Suape 2 já opera com 17 motores movidos a óleo, totalizando 381 MW de potência instalada. Com o novo motor a etanol, a geração total poderá ampliar-se para 385 MW durante a fase de testes, agregando potencial para futuro aumento de capacidade caso a tecnologia se comprove viável.

A usina funciona, desde 2012, como laboratório para a região. José Faustino, diretor técnico da Suape Energia, afirma que o projeto é um passo para transformar o parque gerador e fornecer aprendizado sobre viabilidade econômica e ambiental da alternativa.

Perspectivas

A Suape Energia pretende ampliar a geração com etanol para 600 MW nos próximos anos, o que poderia atender cerca de 2,4 milhões de residências. A implementação envolve logística de transporte do etanol por caminhões, com possibilidade de estocar combustível diretamente nas usinas, o que facilita operações próximas à demanda.

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