- O risco de acidentes com escorpiões no Brasil subiu 349% nos últimos 12 anos, segundo estudo do Instituto Butantan.
- O eixo Bahia-Minas-São Paulo é o maior ponto de risco, com mais ocorrências e yaw mortes por picada.
- A proliferação está ligada à expansão urbana, ocupação de áreas de mata, mudanças climáticas e à presença de lixo, entulho e locais escuros e úmidos.
- O Butantan recomenda evitar acúmulo de lixo, manter ambientes limpos, evitar objetos empilhados e usar calçados fechados em áreas de risco.
- Em caso de picada, procure atendimento médico imediatamente; o tratamento precoce pode evitar complicações graves. O instituto continuará monitorando e promovendo ações educativas.
O risco de acidentes com escorpiões no Brasil aumentou 349% nos últimos 12 anos, apontam dados do Instituto Butantan divulgado nesta quarta-feira (29). A análise considera crescimento da população de escorpiões e elevação no número de ocorrências, ligado a fatores ambientais, climáticos, urbanos e sociais.
O eixo Bahia-Minas-São Paulo aparece como a região com maior risco no país. Lá, concentra-se a maior quantidade de acidentes e de mortes por picada, além de ser a mais atingida pelo avanço populacional dos aracnídeos.
Os resultados indicam que a proliferação está relacionada à expansão urbana, ocupação de áreas de mata e mudanças climáticas que facilitam sobrevivência e reprodução. Lixo, entulho e locais escuros e úmidos também ajudam na atração.
Dados do estudo
Em áreas urbanas, o contato entre pessoas e escorpiões é maior, aumentando as ocorrências. O Butantan reforça a importância da prevenção e de ações educativas para reduzir acidentes e salvar vidas.
As recomendações incluem evitar acúmulo de lixo e entulho, manter ambientes limpos e evitar objetos empilhados. Calçados fechados são indicados ao caminhar em áreas de risco.
Em caso de picada, a orientação é buscar atendimento médico imediatamente para tratamento precoce, que pode prevenir complicações graves.
O instituto afirma que continuará monitorando a população de escorpiões e promovendo campanhas educativas para orientar a população sobre riscos e medidas de prevenção.
Por Litza Mattos
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