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NASA detecta grande onda quente no Pacífico e alerta para novo El Niño

Ondas Kelvin quentes no Pacífico apontam para novo El Niño, com possível aumento de eventos extremos de chuva, seca e calor ao redor do planeta

NASA monitora ondas quentes no Pacífico que podem intensificar o El Niño globalmente. (Imagem: Fala Ciência via Gemini)
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  • Satélites da NASA e parceiros europeus identificaram uma enorme massa de água quente no Pacífico, sinalizando a possibilidade de um novo El Niño.
  • O monitoramento é feito pelo satélite Sentinel-6 Michael Freilich, que mede o nível do mar com alta precisão.
  • As ondas Kelvin, massas de água quente que avançam para o leste, estão se concentrando próximo às costas de Peru, Equador e Colômbia.
  • Se o fenômeno se confirmar, pode haver secas, chuvas extremas, ondas de calor, impactos na agricultura, enchentes e alterações nas correntes atmosféricas.
  • Os efeitos costumam atingir o ápice entre o fim deste ano e o início do próximo, com melhor previsão devido ao acompanhamento por satélite.

Uma massa de água quente no Pacífico está sendo monitorada por sensores orbitais da NASA e parceiros europeus. Dados indicam deslocamento de águas tropicais quentes em direção às costas da América do Sul, sinalizando possível desenvolvimento de um novo El Niño.

O monitoramento envolve o satélite Sentinel-6 Michael Freilich, responsável por medir com alta precisão o nível do mar. Ele ajuda a identificar variações de volume associadas ao aquecimento das águas do Pacífico, chave para prever padrões climáticos.

Regiões próximas à América do Sul já exibem níveis de água acima da média histórica, fortalecendo a hipótese de El Niño. Esse fenômeno costuma alterar chuvas, temperaturas e tempestades em várias regiões do planeta.

Ondas Kelvin e o mecanismo por trás do sinal

Cientistas observam ondas Kelvin, grandes massas de água quente que avançam lentamente para leste, a partir do oeste do Pacífico. Ventos equatoriais mais fracos podem provocar esse movimento, concentrando calor perto das costas do Peru, Equador e Colômbia.

Quando várias ondas Kelvin aparecem, o calor se acumula nessas áreas, aumentando a probabilidade de El Niño. O atual contorno é analisado com atenção, ainda sem definição sobre a intensidade.

Perspectivas para os próximos meses

O pico do El Niño costuma ocorrer entre o fim deste ano e o início do próximo. A intensidade pode favorecer regiões com excesso de chuva e enchentes, bem como áreas com seca e calor extremo.

Além disso, o fenômeno tende a modificar correntes atmosféricas, influenciando trajetórias de tempestades e padrões climáticos globais. Em alguns casos, ele eleva a temperatura média global.

Importância do monitoramento por satélite

O Sentinel-6 Michael Freilich faz parte de uma geração de sensores capazes de detectar pequenas variações no nível do mar. Esses dados fortalecem previsões meteorológicas, ajudam na avaliação de riscos costeiros e permitem planejamento público.

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