- A partir de junho, o SUS vai ampliar a proteção contra doença pneumocócica com a vacina conjugada 20-valente (VPC20), substituindo a 10-valente e dobrando os sorotipos prevenidos.
- O Ministério da Saúde publicou um guia técnico preliminar com orientações para profissionais de saúde; os municípios poderão começar a aplicar a vacina assim que receberem o imunizante.
- Dados de vigilância mostram que quase quarenta por cento dos casos graves envolvendo amostras entre 2018 e 2023 foram causados por sorotipos não cobertos pela VPC10 e incluídos na VPC20; a vacinação também reduz transmissão da bactéria.
- No calendário atual, bebês recebem duas doses aos 2 e 4 meses, com reforço aos 12 meses; durante a transição, a primeira dose e o reforço serão com a VPC20 e a segunda dose com a VPC10, conforme o esquema de cada criança.
- Grupos de alto risco continuarão com as vacinas VPC13 e VPP23, que serão substituídas pela VPC20 após o fim dos estoques; a vacina é contraindicada apenas para alergia grave a componentes ou reação alérgica severa em doses anteriores.
O Ministério da Saúde divulgou um guia técnico preliminar nesta quarta-feira, 27, sobre a ampliação da proteção vacinal contra a doença pneumocócica. A partir de junho, o SUS vai substituir a vacina pneumocócica conjugada 10-valente pela 20-valente, dobrando o número de sorotipos prevenidos.
O novo imunizante, VPC20 ou Pneumo 20, será aplicado em parte do calendário básico infantil já existente. Municípios podem iniciar a aplicação assim que receberem as primeiras remessas da vacina. A mudança é direcionada a ampliar a proteção contra formas graves da infecção.
A doença pneumocócica pode causar desde infecções leves até meningite, pneumonia e sepse. A bactéria Streptococcus pneumoniae é responsável por um significativo índice de meningites em crianças, com mortalidade estimada em torno de 30% em casos graves.
A transição para a VPC20 decorre de dados de vigilância que apontam a permanência de sorotipos não cobertos pela VPC10 entre casos graves. Quase 40% dos casos graves com amostra de 2018 a 2023 envolviam sorotipos não incluídos na formulação anterior.
A nova formulação inclui mais sorotipos que foram responsáveis por parte das meningites meningocócicas em crianças menores de 1 ano, segundo especialistas ouvidos pela reportagem. A substituição busca reduzir a incidência de casos graves e ampliar a proteção indireta à população.
Dados da implementação e público-alvo
O programa mantém, para grupos de alto risco, vacinas VPC13 e VPP23 até substituí-las pela VPC20 ao fim dos estoques. Pessoas com HIV, pacientes oncológicos, transplantados, imunodeprimidos, além de portadores de comorbidades, integram esse grupo.
O calendário básico prevê doses aos 2 e 4 meses, com reforço aos 12 meses. Durante a transição, a primeira dose e o reforço serão da VPC20, enquanto a segunda dose será da VPC10. Quem já recebeu a primeira dose de VPC10 fará a segunda com VPC20.
A vacina permanece contraindicada apenas para quem tem alergia grave a qualquer componente ou histórico de reação alérgica severa em doses anteriores. Quem estiver com febre deve adiar a vacinação.
Observações finais
O Ministério da Saúde orienta que profissionais de saúde sigam o guia técnico preliminar para operacionalizar a mudança. A substituição depende de disponibilidade de estoques e de adesão municipal aos novos protocolos. O material é com fonte Agência Brasil.
Entre na conversa da comunidade